Segunda-feira

Nem Sempre Sou da Minha Opinião*

Pôr-do-sol em Braga, num lugar especial...

Ultimamente dou por mim a ter pensamentos absolutamente contraditórios sobre coisas que a certa altura considerei indiscutíveis.
Penso não só no presente mas também no futuro. Cada vez mais.
Questiono tudo e mais alguma coisa. Todas as convenções, todos os princípios, todas as decisões.

E não sei se um dia mais tarde me vou arrepender de fazer ou não fazer.


* Vi esta afirmação algures na Net e senti imediatamente que me definia.

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Sábado

Acabar Com Chave de Ouro!




Fica só um cheirinho do concerto dos Skunk Anansie...


Numa semana em que já andava cansada, nada como incluir:

a) uma coça descomunal na aula de PowerPlate na terça (não me lembro de alguma vez ter puxado tanto pelo corpinho!!)

b) um concerto na quarta (onde por não conseguir gritar mais, tentei assobiar mas como não sou grande artista do assobio, anda lá - esforça lá a garganta! Já agora, o concerto foi realmente bom, boa música, boa energia e a Skin tem uma voz arrepiante...)

c) uma aula de MIB na sexta, com dois quilos em cada perna!! - Ai, ai... arde!!!!

d) um jantar só de mulheres, realmente bom, que veio salvar a honra do convento, com muitas gargalhadas, surpresas, comida boa e tudo e tudo!

Depois alguma dança, algum Safari e alguns empurrões por parte de dançarinos mais inflamados. Para fechar a semana em beleza, fica a frase da noite, que ainda não decidi se me aborrece ou se me diverte...

"Olha, estas vão buscar os filhos!"

Que ninguém tem!! (imaginar suspiro enquanto quatro pares de olhos se reviram em direcção ao tecto, porque das cinco, só uma é que tem a certeza que quer ter filhos - e de qualquer maneira o comentário também não foi para ela!!)


E hoje que é sábado, o que vou fazer?... Acabar de ler o livro, que segunda feira começo mais um desafio deste fascinante mundo que é a tradução!

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Sexta-feira

Do Bruxedo ou de Como O Mundo Vai Acabar!

Imagem tirada da Net
Era mau, era... ó p'ra elas à nossa espera!



Alguém já ouviu falar daquela coisa de que o mundo vai acabar no dia 11 deste mês?!
Agora que os bruxos estão tão na moda e dão tanto jeito para justificar lesões de jogadores, diz que alguns estão convencidos que o mundo não passa de dia onze. Ou de um dia (já não sei qual) de 2012!

Caros senhores bruxos, se possível, gostava de dados mais concretos sobre este assunto. É que a confirmar-se, paro já de trabalhar e vou para as Maldivas. Pelo menos acaba-se-me o mundo num sítio quentinho, com sol, areias claras e águas cristalinas.

Parece que já me estou a ver, de flute de champanhe na mão, deitada numa espreguiçadeira, com os pés de molho, ao lado do Nuno à espera que o mundo acabasse! (Isto claro está, depois de dias integralmente passados a comer e beber coisas boas e a fazer O amor!)

Sim, que eu até posso ir desta para melhor, mas dêem-me tempo para ir refastelada!

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Quinta-feira

A Perfeição Não Existe...


Eu tenho as melhores condições de trabalho do mundo.
Trabalho em casa, confortavelmente, tenho total liberdade de horários e se quiser até posso trabalhar de pijama!
Não é frequente!!

Às vezes tenho mais tempo para determinado livro, outras vezes menos.
Os prazos são normalmente fixados por mim, de acordo com o que tenho em mãos nos meses mais próximos.
Mas há ocasiões em que é preciso dar um bocadinho mais ao dedo, porque reservei pouco tempo para este ou aquele trabalho, porque avaliei mal o livro e afinal vou precisar de mais dias do que os que lhe tinha destinado ou então porque a editora precisa dele em determinada data e não há muita margem de manobra.

Trabalho bem sobre pressão.
Quando preciso mesmo, trabalho à velocidade da luz. Fico super concentrada, mais desperta, raciocino melhor, encontro soluções mais facilmente e faço quantidades absurdas de páginas por dia!
Mas escrevo muito mal à pressa. Não dou erros ortográficos, mas troco imensas teclas (tenho até trocas crónicas), esqueço-me de "s" nos plurais, coloco vírgulas a torto e a direito... enfim, um desastre.
É por isso que preciso sempre de dois ou três dias para uma última leitura que apanhe estas gralhas todas.
Quando não tenho tempo para esta leitura... fico doente.
Porque sei que há coisas que escapam quando se escreve à pressa e sei que se a tradução não for revista, da primeira vez que abrir o livro, normalmente no meio de uma Fnac, os olhos caem imediatamente em cima de um "s" a mais ou a menos, um espaçamento duplo, um pá em vez de pé (falha muito comum, que o corrector obviamente não assinala) ou outra gralha qualquer.

E nessa altura, o sentimento de orgulho por ter um livro que me passou pelas mãos já publicado, todo lindinho, de capa lustrosa e sei lá mais o quê, é substituído por uma tristeza imensa e uma quase vergonha por ter deixado escapar aquelas gralhas e por não ter entretanto existido uma revisão decente que desse com elas.

Quase há seis anos atrás, quando vi a revisão do primeiro livro que traduzi, fiquei indignadíssima! Tinha tantas correcções, tantas substituições a vermelho!
Precisei de um tempo para entender que o livro não era meu, que uma publicação não é somente da responsabilidade do tradutor. É um trabalho conjunto entre tradutor, revisor, paginador, coordenador editorial e sei lá mais quanta gente que se mata a trabalhar para as coisas saírem como deve ser.

E quando não saem, principalmente devido a questões comerciais, fico de cabeça perdida e demoro muito tempo a "engolir o sapo" e a desilusão.

Tanto que só agora, um ano depois, consigo falar disto.


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Quarta-feira

Obrigação vs Prazer


Este cantinho esquizofrénico foi criado maioritariamente porque me apetecia escrever sem ser em pedacinhos de papel e cadernos de páginas amareladas.

Escrevo porque gosto, porque me faz bem e tenho os ritmos que me apetece ter.
Isto não é uma obrigação, é um prazer. E por isso, não sigo uma linha editorial(!!) religiosa em termos de conteúdo nem em termos de ritmo de publicação. Às vezes escrevo quatro textos no mesmo dia, outras vezes estou uma semana sem escrever.

Gosto que me leiam, que comentem, porque me faz sentir um pouco mais acompanhada. E porque gosto de partilhar ideias.
Mas não gosto que me peçam para explicar uma ou outra frase, um ou outro texto. Não gosto de ser obrigada a justificar-me.
Até porque na maior parte das vezes escrevo para mim, para memória futura e não para uma ou outra pessoa em particular.
Como agora. Este texto é uma auto-lembrança para que não ceda à intrusão alheia.

Eu nem sempre sou transparente ou constante.

E por vezes, o que escrevo também não é.

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Terça-feira

Barulho


Imagem tirada da Net



Não há relaxamento ou técnica de descontracção que me valha.

A minha cabeça está, como sempre esteve, inundada de ruído, pensamentos, ideias, gritos, alarmes, buzinas.
Não tenho um minuto de descanso.
Desde que me lembro de ser gente que me deito a pensar, num suposto silêncio, em tudo e em nada, em coisas úteis ou nem por isso. Mas nunca consigo estar em silêncio.
Habituei-me a conviver com várias buzinas, sirenes, apitos, o que lhe quiserem chamar, permanentemente instalados dentro da minha cabeça.
Não param. Aumentam e diminuem de intensidade consoante o meu cansaço, consoante o vazio de ideias e deixam-me louca.
Há dias que nem dou por elas.
Outros em que soam todas tão alto, umas mais agudas outras mais graves, que mal me ouço a pensar e tenho verdadeira dificuldade em ouvir o que me rodeia.
Já fui ao otorrino, já fiz trinta por uma linha e fisicamente não tenho nada que justifique estas buzinas... Diz ele que tenho a audição de um jovem de vinte anos! Excuse me?
Os zumbidos são normais e não têm causa patológica.
É só o barulho que vive na minha cabeça...

E que me deixa doida.

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Sexta-feira

Say What?


Não sei que puto de bicho me mordeu...

Desde que acordei não parei de me assoar e parece que as nascentes do Luso se mudaram para o meu nariz.

Com franqueza, já mal consigo abrir os olhos de tanto espirrar e me assoar. Já gastei quase dois pacotes de lenços de papel.

Esta não costuma ser a evolução habitual das minhas amigdalites...

Vou parar um pouco e deitar-me. Pode ser que as torneiras descansem um pouco.

E é caso para dizer... atchim!

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"Experience is not what happens to a man; it is what a man does with what happens to him"
Aldous Huxley


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Quinta-feira

Eu Cachecólatra me Confesso!

Imagem tirada da Net
A minha maneira preferida de os usar. (Esta cor é linda, não é?)


Há quem tenha tara por sapatos. Há que tenha tara por malas.

Eu tenho tara por cachecóis, lenços, echarpes, pashminas e afins!

Ao todo devo ter quase trinta (e ainda ontem dei quatro!!) e acho sempre que nunca são de mais.
Há sempre uma cor que falta, depois é preciso ter a mesma cor, mas em várias texturas (para as várias ocasiões).
Lisos ou com padrões, com franjas e sem, quem me quiser ver feliz é oferecer-me um cachecol ou sucedâneo!! Pretos devo ter uns cinco ou seis.
Há pouco tempo dei um dos meus favoritos à minha tia, que o usou e adorou. Era verde e só fiquei com outro verde... pois agora já tenho dois outra vez!
Ontem comprei um rosa a atirar para lilás na Benetton, daqueles que só têm os Bb... tenho outro igual em castanho e faz-me falta um azul...

Não sei explicar porque gosto tanto. Acho que qualquer roupa mais simples fica imensamente valorizada por uma boa echarpe, colocada com bom gosto, em volta do pescoço, em nó ou caída.
Não sei, parece que a imagem fica logo mais compostinha!

Por isso fico danada com estes dias que nem são de Verão nem são de Inverno. Está calor para andar com lenço, mas já estou com saudades de ter o pescoço aconchegadinho!


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Viagens à Terra dos Outros!



Já muito atrasada (estive quase em cura de desintoxicação de computadorite aguda!), venho responder ao desafio da Joanissima a respeito das viagens...

Para mim, viajar é a melhor maneira de lavar a alma, de abrir a cabeça para outras cores, outros cheiros, outros sons. Não há nada que me agrade mais que ir a um lugar que não conheço e "sentir" a pulsação da terra, das pessoas, dos hábitos.
Acho imensa piada, por exemplo, aos mercados. Às bibliotecas. Ao metro em hora de ponta. Porque é nestes lugares que se vê as pessoas a viverem a sua terra.

Assim sendo, e voltando ao desafio, tenho de enumerar três locais que já visitei e três que gostaria de visitar...

Resta afirmar que ainda não fiz uma centésima parte das viagens que gostaria de ter feito, mas estamos a bom ritmo para lá chegar!!

Então, as três viagens que escolho são:

Ilha do Sal - Cabo Verde - A água é quentinha como chá, a comida é boa, as pessoas simpáticas. Tem um bocadinho de vento a mais para o meu gosto. Mas passei lá dez dias deliciosos! As cores da terra são fabulosoas, o pôr-do-sol é lindo e o cheiro é indiscrítivel...

Barcelona - Ia viver para Barcelona sem pensar duas vezes. Nunca fui uma pessoa de terras pequenas, gostava de viver numa cidade ampla, com grandes avenidas, com gente bonita, com arte e movimento, com coisas novas a cada esquina e com mar... Braga enche-me em grande parte as medidas, mas não cumpre estes requisitos todos.
Quando cheguei a Barcelona fiquei absolutamente à vontade, achei que estava em casa, que tinha descoberto a minha terra e movimentei-me com tanta facilidade - é uma cidade muito fácil de entender - que parecia que já lá tinha estado centenas de vezes. Só não dei com o mar à primeira, mas isso é outra história!!
Quando tive que me vir embora, vim verdadeiramente com o coração pesado. Até eu, que gosto de regressar a casa, queria lá ficar a viver.

Maiorca - Foi o destino de férias deste ano e as recordações ainda estão recentes. Foi boa vida até mais não. Do hotel para a praia, onde passávamos horas dentro de água - mais quente que a de Cabo Verde! - a boiar em cima de colchões, com os pés de molho... os peixinhos a nadar por baixo de nós... a canseira de virar ora de costas ora de barriga...!
A cidade de Palma de Maiorca é linda e toda a ilha, apesar de não ser muito grande, é de uma riqueza cultural espantosa e como não tivemos tempo de conhecer tudo, fica para a próxima, porque sei que vou lá voltar!

Agora três locais onde gostava de ir:

Nova Zelândia - Já falei disto e jamais desistirei de lá passar um mês, a encher os olhos e o coração dos cheiros, sons e cores que aquela terra deve ter.

Islândia - Quero porque quero tomar banho naquelas piscinas naturais no meio da neve!
É a minha ideia de eco-turismo e adorava descobrir aquela terra quase inóspita e a maneira como as pessoas lá vivem. Está para breve!

Road-trip pelos Estados Unidos - porque parolices americanas à parte, aquele é um grande continente. Adorava poder pegar num bom carro, começar em Nova Iorque e acabar em Los Angeles. E já agora ia dar um saltinho ao Alaska!! Adorava passar um início de Primavera por aquelas bandas. Precisava de tempo e muiiito dinheiro para fazer isto decentemente, mas a culpa é do Jack Kerouac, que me deu a ideia!!

E pronto, ficam a faltar os paraísos tropicais do Pacífico e do Índico; os países da Escandinávia e algumas capitais europeias...
Opções não me faltam, falta-me é o resto!!


Adenda - Um dia falo das viagens na minha terra, já que Portugal ficou de fora deste rol, mas propositadamente, porque merece um texto só seu!
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Sábado

Conversa da Treta - Ou de Como Se Pode Discutir Sem Se Dizer Coisa Nenhuma


Que tipo de religião é esta que, durante quase dois mil anos, apoiou toda a sua existência num livro e que agora se defende da discussão dizendo que o que está escrito não pode ser levado à letra?

Que tipo de classe religiosa é suficientemente idiota para admitir que a instituição que representa não é mais do que uma criação livremente baseada em fábulas?

Esta discussão que se apoderou do país nos últimos dias parece uma conversa de bêbados, onde cada um insiste nos seus argumentos sem sequer fazer um esforço para entender os argumentos do outro; logo é absolutamente inútil.

Será que os intervenientes desta discussão ainda não entenderam que não há duas visões iguais do mundo, que todos nós vemos e interpretamos o que nos rodeia de acordo com as nossas próprias idiossincrasias? E que é saudável. É o que faz de nós seres conscientes e sensíveis.

Já chega, que diabo!

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Sexta-feira

Novo Vício

Está bem que são batatas fritas, mas são Gourmet!
E além disso eu tenho a tensão baixa, tá a ver?!

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A-ah

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Hoje acordei com esta música na cabeça e não consigo pensar noutra coisa!
Muito eighties, mas tão bonita.
Gosto de tudo, da melodia ora calma ora arrebatada, da letra, da voz do Morten, das recordações que me traz... enfim, lindona!

O vídeo não é o melhor, mas o que eu queria tirar não tinha código...







Here I am
And within the reach of my hands
She sounds asleep and she's sweeter now
Than the wildest dream could have seen her
And I Watch her slipping away
Though I know I'll be hunting high and low

High

There's no end to lengths I'll go

To find her again
Upon this my dreams are depending
Through the dark
I sense the pounding of her heart
Next to mine
She's the sweetest love I could find
So I guess I'll be hunting high and low
[...]
I'm hunting high and low
And now she's telling me she's got to
go away
I'll always be hunting high and low
Hungry for you
Watch me tearing myself to pieces
Hunting high and low

High
There's no end to the lengths I'll go to
Oh, for you I'll be hunting high and
low

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Saudades da Serra...


Vi esta frase e percebi que é exactamente o que faço quando passo férias na Serra.

"Férias é ter nada para fazer e ter o dia inteiro para fazê-lo."

Agora que o frio chegou, fiquei com saudades da lá estar!
Do quentinho do quarto quando a rua está vestida de branco...
Do pão, do queijo, do presunto, do cheiro das urzes, da paz e do silêncio...

Vou ter que resolver esta questão rapidamente!

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Quinta-feira

1 Ano!

Até gostava que fosse minha, mas não. Era do senhor Gaudí...





Faz hoje um ano que este cantinho esquizofrénico deu o primeiro ar da sua graça!
Passou tão depressa.

Parece que o tempo agora não é tão vagaroso como antes.
Lembro-me da magnifica sensação de ter três meses de férias no Verão, de achar que o Natal demorava muito a chegar e de desesperar porque nunca mais era "crescida"!

Pois agora passa-se exactamente o contrário.

As férias do Verão (que já não são de três meses) passam bem depressinha, os Natais sucedem-se a um ritmo alucinante (parece que a árvore de Natal - ou como se diz na minha terra a "pinheira" nem chega a aquecer o lugar na prateleira da despensa) e um dia abri os olhos e... já era crescida!

Por isso não é de espantar que há um ano atrás me tenha sentado à secretária (não nesta, mas na velhinha que mereceu a reforma!) decidida a alargar horizontes e a escrever um pouco sobre tudo e sobre nada (mais sobre nada, já sei!)

Durante este ano li muitas coisas; umas boas, outras assim assim e outras ainda tão más, que me fizeram experimentar um certo refluxo gastro-intestinal!
"Conheci" também algumas pessoas; maioritariamente boas, daquelas que vale a pena guardar junto ao peito. Das tais que se riem das mesma palermices que eu.
Questionei-me algumas vezes se valia a pena manter este cantinho a funcionar, dar-me a conhecer a quem não me conhece, ou pior, a quem já me conhece num outro registo. Pensei em desistir em algumas ocasiões; noutras andei sem vontade de escrever, mas nunca deixei de acompanhar o que se escreve aqui por perto.

Durante este ano senti-me um pouco menos sozinha, nas intermináveis horas que passo em frente ao amado e ao mesmo tempo odiado computador.

E pensando de forma nada prática e com o coração aos pulos, chego à conclusão que valeu a pena.


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Quarta-feira

Correntes de E-mails Idiotas...


É que nem vale a pena!
Recebo meia dúzia de e-mail destes por dia e mal leio as palavras:

"passa a 12 pessoas"
ou
"35 dias de azar"
ou
"por cada clique a empresa X dá 5 cêntimos"
ou
"se me enviares de volta vou saber que gostas de mim"

ou outros que tais, apago imediatamente sem me dar ao trabalho de aprofundar a leitura.

Primeiro porque não gosto de andar a encher a caixa de correio dos meus contactos com lixo; depois porque não há-de ser um e-mail que vai determinar quanta sorte ou falta dela vai existir na minha vida.
E se ainda há dúvidas eu dou uma ajudinha a esclarecer este ponto: as empresas não dão dinheiro a ninguém! Andam aí meia dúzia de artistas a encher os bolsos com os cliques alheios, porque têm páginas cheias de publicidade e os clientes pagam-lhes por número de acessos, mas são os webmasters que ganham o dinheiro, não o Francisquinho que está há dez anos a morrer de fibrose cística.
Por último, quando quero relembrar às pessoas que gosto delas, não o faço com e-mails idiotas de cãezinhos e gatinhos abandonados ou com imagens de gansos a voar em direcção ao pôr-do-sol. Prefiro ligar ou escrever à pessoa em questão e transmitir-lhe assim o meu carinho.

Que palermas estas correntes de e-mails espanhois ou brasileiros com músiquinhas de flauta de pan. Falam da amizade, do amor, da vida, da morte, da sorte ou do azar como se fossem grandes fontes de inspiração e sabedoria.

Sou só eu que lhes tenho uma aversão visceral?

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Terça-feira

Já Cá Cantam!


Ainda falta um bocadito, mas depois conto como foi!!


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Segunda-feira

Ambição

Imagem tirada da Net - que cá em casa ainda ninguém ganhou uma medalha destas!



Perguntaram-me há algum tempo qual era a minha ambição profissional, qual seria o meu topo de carreira.
Fiquei a pensar e não consegui responder de imediato.

Gostava de ter sempre trabalho a bom ritmo. Ter histórias interessantes nas mãos, de todos os géneros literários - que não me apetece cristalizar num género apenas - e continuar a trabalhar para ter o respeito e reconhecimento dos meus pares. (Que bonito!)

Mas o que me faria encher o peito de orgulho (e salientar o título a negrito no currículo) era poder traduzir um Prémio Nobel da Literatura. Ter tempo para trabalhar com um destes livros, para fazer uma tradução primorosa, sem gralhas, sem pressas, sem dúvidas. Poder ler o livro calmamente, pensar nele durante uns dias, investigar todos os detalhes e depois deitar mãos ao trabalho.
Com tempo, com calma.

Era isso que eu gostava de fazer.
E hei-de lá chegar!!

Ninguém tem por aí um Nobel por traduzir?! Anyone?!!

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Sexta-feira

Texto Manuscrito... e Porque Não?!

Achei piada à curiosidade do Miguel e decidi mostrar como se escreve deste lado do ecrã!

Para ler melhor, é favor clicar na imagem!

A voz fica para depois!

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Quinta-feira

Preciso de Um Desenho? Sim!!

Foto tirada da Net


Há um anúncio que me deixa intrigada, mas tão intrigada que receio até pela minha inteligência!

Trata-se de um dos anúncios da Woolite (o detergente para a roupa) feito por aquela diva da comunicação social que nunca namorou com ninguém durante mais de três dias seguidos!

Ora diz ela à amiga, enquanto falam das roupas do ginásio (sendo que ela aconselha a amiga a usar o referido detergente):

- Tu lavas, elas sujam-se e quando se estragam é de vez!

Care to explain?

Ela está a defender o detergente? Qual é o propósito desta espantosa declaração?
Juro pela minha saúde (que é muito boa, obrigada por perguntarem) que não entendo o significado desta exclamação.

Tu lavas - certo, convém lavar todas as roupas, não só as do ginásio...
Elas sujam-se - obviamente.
E quando se estragam é de vez! - O que tem o detergente que ver com isso? As roupas lavadas com Skip , quando se estragam não é de vez? Estragam-se aos bocadinhos?
É que se assim for, prefiro lavar com Skip!

A sério, eu nem sempre tenho sensibilidade e perspicácia para entender certos anúncios, mas se alguém souber explicar-me este, eu agradeço.

É que isto intriga-me!

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Segunda-feira

Braga



Texto de Miguel Esteves Cardoso, enviado pela Rita.
Com um pouco menos de ênfase dada ao futebol estaria um texto perfeito!



"Braga é fantástico.
Às vezes, fica-se com a impressão que é Braga que deveria mandar neste País. [...]
Mais do que genica, tem brio. É uma atitude com que se nasce; não se pode ensinar nem aprender.

A primeira vez que fui a Braga já estava à espera de encontrar uma cidade grande e diferente de todas as outras. Mas fiquei siderado. Acho que Braga se dá a conhecer a quem lá entra, sem receios ou desejos de impressionar.
A primeira impressão foi a modernidade de Braga - pareceu-me Portugal, mas no futuro. E num futuro feliz. O Porto e Lisboa são mais provincianos do que Braga; tem mais complexos; tem mais manias; tem mais questiúnculas por resolver e mais coisas para provar.

Braga fez-me lembrar Milão. É verdade. Eu adoro Milão mas Milão é (mais ou menos) Italiano, enquanto Braga é descaradamente português. Havia muitas motas; muitas luzes; muita alegria; muito à-vontade.
Lisboa e Porto degladiam-se; confrontam-se; definem-se por oposição uma à outra. Braga está-se nas tintas. E Coimbra - que é outra cidade feliz de Portugal - também é muito gira, mas não tem o poderio e a prosperidade de Braga.

Em Braga, ninguém está preocupado com a afirmação de Braga em Portugal ou no mundo. Braga já era e Braga continua a ser. Sem ir a Roma, só em Braga se compreende o sentido da palavra "Augusta". Em contrapartida, na Rua Augusta, em Lisboa, não há boa vontade que chegue para nos convencer que o adjectivo tenha proveniência romana. A Rua Augusta é "Augusta" como a Avenida da Liberdade é da "liberdade" e a Avenida dos Aliados é dos "aliados", mas Braga é Augusta no sentido original, conferido pelo próprio Augusto.
Em Braga, a questão de se "comer bem" ou "comer mal" não existe. Come-se. E, para se comer, não pode ser mal. Pronto. Em Lisboa, por muito bem que se conheçam os poucos bons restaurantes, está-se sempre à espera de uma desilusãozinha.
No Porto, apesar de ser difícil, ainda se consegue arranjar alguma ansiedade de se ser mal servido; de ir a um restaurante desconhecido e, por um cósmico azar, comer menos do que bem. Em Braga isso é impossível. O problema da ansiedade não existe. Braga tem tudo. Passa bem sem nós. Mas nós é que não passamos sem ela, porque os bracarenses ensinam-nos a não perder tempo a medir o comprimento das pilinhas uns dos outros ou a arranjar termómetros de portuguesismo ou de autenticidade.


É por isso que o Sporting de Braga está à frente. Não é por se chamar Sporting. Não é por ter cedido o treinador ao Benfica. O Benfica ganhou muito com isso. Mas é o Sporting de Braga que está à frente.
É por ser de Braga. É uma coisa que, infelizmente, nem todos nós podemos ser.
Fique então apenas a gentileza de ficar aqui dito de ter pena de não ser."

E Mais não digo!

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Sexta-feira

Cores...

Chama-se Rosa



Ontem encontrei casualmente uma antiga colega de trabalho.

Antes de mais, é preciso dizer que é uma pessoa que não teve uma vida fácil. Nunca teve uma boa vida familiar, e continua a não ter, uma boa vida financeira, nem sequer uma boa vida amorosa.

Não se pode esperar que uma pessoa assim seja uma optimista extraordinária. Porque nós também somos o reflexo daquilo que nos acontece e apesar de haver pessoas que encaram cada obstáculo como uma oportunidade de sucesso, outras há que se deixam abater e nem sequer sabem que existe um mundo para lá da rejeição, do abandono, da tristeza e da dificuldade.


Há dois anos, tive uma série de tendinites em ambos os cotovelos, pulsos e polegares.
Resultado de muito trabalho e algum desrespeito pelo meu corpo. Andei uns meses em fisioterapia e com umas talas que me restringiam os movimentos.
Parei de tal forma que perdi muita força nos braços e mãos.

Mas assim que pude, recomecei a fazer tudo e estou óptima - apesar de continuar a abusar um nadinha!!
Depois decidi ir para o ginásio e foi a melhor coisa que fiz, porque tenho agora força como nunca tive, os músculos mais desenvolvidos e a cuca mais arejada.

Mas voltando à minha colega:

Quando nos cumprimentámos (por insistência minha, porque apesar de me ter visto, ela é de tal forma insegura que - uma vez que eu estava acompanhada - se preparava para passar de mansinho sem dizer nada) e depois das perguntas iniciais, ela diz:

- Então e os teus braços? Ficaste bem?
- Fiquei, estou óptima.
- Mas ainda é capaz de te voltar a acontecer, sabes como é, ossos do ofício...

Falta explicar que a colega em questão é de Administração Pública e que de Fisiatria e Ortopedia não entende nada.
E não é uma pessoa maldosa.
Por isso, esta atitude negativa só se explica mesmo com a natureza dela e o conhecimento que tem da vida: se é mau, é provável que aconteça mais do que uma vez.

Em condições normais teria ficado zangada, enervam-me as pessoas fatalistas.
Mas neste caso entendo-a.
E fiquei com pena.

Quando não se conhecem as cores do arco-íris, acredita-se que o mundo é uma gradação de cinzentos.


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Quinta-feira

Dúvida

Imagem tirada da Net




Assumindo o meu relativo afastamento da política...

É mesmo só uma pequena dúvida técnica que me assaltou.

(E atenção que posso perfeitamente ter perdido um ou outro noticiário em que se fazia o update da situação e por isso não estar devidamente esclarecida...)

Mas, como é que um autarca condenado a 7 anos de prisão efectiva se candidata às próximas autárquicas?

Sou eu que estou a ver mal a coisa, ou este país está pior que uma castanha bichoca?

Anyone?

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Quarta-feira

Pretty Please!


O meu computador está a fazer barulhos muito estranhos!

Já tem a reforma prometida, quando acabar estes trabalhinhos que tenho em mãos...

Antes disso, pretty please, querido computadorzinho, não dês o berro, tá?

É que o portátil está de baixa e preciso mesmo de ti...

Desculpa os insultos, os murros e até um pontapé ou outro que te dei em momentos de grande aflição (afinal porque não obedeces quando te quero instalar qualquer coisa gira?! Porque mostras incontáveis avisos que contêm palavras estranhas como "adware" "malware" e outras coisas acabadas em ware e depois te desligas sem dizer água vai nem água vem?)

Uma pessoa fica perturbada...

Desculpa ter dito que os teus neons azuis e vermelhos eram feios, desculpa tê-los desligado, tornando-te assim um pc mais discreto, menos gay...

São só mais umas semaninhas, depois podes ir à vontade para a Florida dos desktops!

Obrigada... lindo, computadorzinho lindo!!

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Terça-feira

Não Pode Ser Verdade!

Imagem de um andaime tão tranquilinho, tirada, obviamente, da Net!




O que é que é melhor do que ter andaimes no prédio e senhores a examinar a fachada, com um martelinho??
É eles terem um rádio e ouvirem música em altos berros.

Mas o que é que consegue superar a música?
É eles terem um berbequim!

AO LADO DO MEU ESCRITÓRIO!!

SOCORRO!




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Adenda!
Só para informar que as minhas preces foram ouvidas! O senhor Pedro afinal é meu amigo e enviou uma carga de água tão grande cá para baixo, que os senhores trolhas agarraram no rádio, no berbequim e nos seus canastros e foram-se embora!!

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Quinta-feira

Cheirinho Doce...

Imagem tirada da Net - Não consegui arranjar maior!




Ao que parece, vou ter vizinhos novos.
Os senhores da água já vieram ligar o contador, os do gás também (e claro, tocaram à minha campainha), o candeeiro da porta já tem lâmpada e a soleira um tapete bonito com uns desenhos de heras.

Neste momento anda alguém a encerar o chão.
E o cheirinho que me entra pela frincha da porta é tão bom que só me apetece ir à casa ao lado perguntar se posso dar uma "snifadela" in loco!!

Adoro o cheiro da cera da madeira.
Daquela que vem nuns pacotinhos muito gordos e rijos.
Daquela que cheira a Natal e Primavera!

Até já me tinha esquecido deste cheiro.

Às vezes, são as coisas mais simples que me trazem as memórias mais doces!



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Quarta-feira

Para Quê Gastar Tanta Água?


Eu sou pessoa de grandes fúrias, de grandes indignações e de grandes inconformismos.

Zango-me com tudo e com nada. Com coisas importantes e outras nem por isso.

É também sabido o amor que tenho pelo Planeta (sim, este que é de todos - presentes e futuros - e não só de alguns, como muito boa gente pensa), pela conservação, pela ecologia e pelo respeito ambiental.

Há por isso poucas coisas que me enervem tanto como ver as pessoas a deitar lixo para o chão.

"Ai, apetece-me mascar uma pastilha elástica" - leva a pastilha à boca e o papel - aquela coisa grande que não cabe no bolso - CHÃO!
"Olha, o último cigarro do maço" - leva o cigarro à boca e o pacote/caixa vazio - que não pode guardar no local onde guardou quando estava cheio - CHÃO!
"Já não preciso deste talão do multibanco" - amarrota o pesado papelinho e... isso mesmo: CHÃO!

Já passei por situações bem desagradáveis e já fui mal-educada o suficiente para chamar "porco" a pessoas que vi fazerem estas, e outras, coisas.

Agora o que me tira mesmo do sério, o que não consigo entender nem que me esforce muito - chamem-me burra if you will - é o motivo que leva aquelas senhoras donas de casa à antiga, que por volta das seis da tarde se munem de mangueira e, depois de regar o jardim - tudo muito bem, as plantinhas precisam de água - LAVAM A ESTRADA!

Vou para o ginásio por uma rua onde só há vivendas e lá estão elas, afincadamente a ver quem consegue chegar mais longe com o esguicho da mangueira!
É um gasto absurdo de água... Aquele recurso que está cada vez mais escasso - e caro.
Porquê lavar a estrada? Para afastar o pó? - A estrada é empedrada! E é uma estrada! Não é a soleira da porta! Onde normalmente há tapetes para limpar os pés.
Para quê empurrar as folhas para as grelhas das valetas? Para as entupir com as primeiras chuvas?

Para quê gastar tanta água??

Juro que não entendo...

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Terça-feira

Esclarecimento

[...]

A pessoa a quem se refere está mais que revelada.
Para mim, que escrevo aqui, que coloco cá as minhas opiniões e que aceito os comentários que quiser.
Não sei se reparou que aceitei os seus e até os encarei com algum humor. Porque precisamente não temos todos de ter a mesma opinião.

Agora, este registo virtual é meu e o que não admito é que alguém seja mal-educado com pessoas que me conhecem e por isso têm o instinto de me defender, seja em que circunstâncias for.
Os amigos são assim, parciais. É por isso que são nossos amigos.

"Gentinha" segundo as suas palavras, foi um termo usado com um tom extremamente depreciativo, assim como a segunda linha do seu comentário, que nem me dou ao trabalho de reproduzir.
Por isso, desta vez, não publico as suas palavras.
Porque se quiser discordar de mim, esteja à vontade, entre alfinetadas e sorrisos, cá nos entendemos, mas não lhe dou o direito de destilar desdém num espaço que é meu.


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Segunda-feira

Pequeno Apontamento


Só me apraz dizer que, partidarismos à parte, estou contente por não ter resultado destas eleições uma maioria absoluta.
Acho que esse é um dos piores perigos para qualquer democracia.

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Sábado

Estava Destinado!


Não resisti.
Até me custou a adormecer só de pensar no casaco.
Hoje de manhã, levantei-me cedinho e fui à Mango comprá-lo.

E sim, caro anónimo, sou assim tão fútil e consumista!
Desculpe, sim?
Eu não torno...

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Sexta-feira

É No Que Dá Ir Às Lojas À Hora Do Almoço!


Me wants!!
SOOOOOOOOOOOO MUCH!!!

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O mundo inteiro...






Ando lamechas.
Mais lamechas que o valha-me Deus, e depois leio frases destas e fico a pensar nelas.
Gostava muito de saber escrever estas coisas que me parecem saídas do coração.
Mas já fico feliz por poder atribuir-lhes um significado e por saber sentir as palavras.

"O mundo inteiro cabe numa semente, tal como a vida de um homem cabe numa noite de amor. Noites que mudam a vida para sempre, quando um homem se deixa encontrar na mulher que o escolheu."

Mais uma vez saído de um livro de Margarida Rebelo Pinto,
que apesar da atitude armada ao pingarelho
e , ah e tal eu é que percebo de homens e de relações amorosas e escrevo como ninguém
- as if -
de vez em quando lá se sai com meia dúzia de palavras que fazem sentido.
Pelo menos para mim, que sou lamechas!


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Quinta-feira

Fine Specimens - 2

Porque o céu hoje está azul...

Senhoras e senhores, Jared Leto.








Actor e vocalista dos 30SecondsToMars.
Palavras para quê?!

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Quarta-feira

...

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E enquanto esperava no fundo da rua
pensava em ti e em que sorte era a tua

Quero-te tanto...

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Terça-feira

Quem Não Está Bem...



Gosto mais dos maus gatos do que de muito boa gente que por aí anda e fico piurça da vida quando alguém diz mal deles porque deixam muito pêlo.
São gatos. Têm pêlo. Deal with it!
Fico doente com o desdém que lhes devotam.
Passada dos carretos mesmo.
Tanto que é melhor nem puxar muito pela língua sob pena de acabar por dizer o que não devo.

Um grande miau...

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Segunda-feira

Noites Assim!

Ah pois é, a bela da patanisca de bacalhau com arroz de feijão!



Sim, a mesa estava um chiqueiro! E fumar mata!



Uma noite com tudo, mas mesmo tudo a que temos direito.
Muitas gargalhadas, muita conversa séria e muita conversa "do costume"!!
Boa comida, boa bebida e sobretudo boa companhia.
Cada vez gosto mais dos meus amigos.
São divertidos, inteligentes, sensíveis, bonitos e fazem-me sentir mais completa!

Só os "tramoços" é que não prestavam!!
Definitivamente a repetir.


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Lixado com F Grande!



Só agora é que reparei que o desgraçado do meu teclado passa as passas do Algarve comigo. Tanto, que está a ficar descaracterizado!

Quem descobre a "mutação" que nele aconteceu?!

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Quinta-feira

Abraça-me


Esta imagem é de uma ternura avassaladora.
Sinto tantas vezes este abraço das letras, das palavras, das frases, das páginas...

A maior parte das vezes é um abracinho bom, quente e reconfortante, outras é um abraço gelado que me faz contorcer e me dá vontade de fugir.

Mas não é para estas considerações que aqui estou.

A Ana C. fez-me quatro perguntas. E cá estou a responder ao repto.


1 - Quem mais gostas de abraçar no presente?
Gosto de abraçar o Nuno, porque tem uns braços grandes, fortes (e rijinhos!!) que me envolvem como se eu fosse mesmo muito pequenina e me dão a sensação de que o mundo pode estar a ruir lá fora... dentro daquele abraço estou protegida.
Assim tipo isto:


2 - Quem nunca abraçarias?
Muitas pessoas.
Uma pessoa que cheirasse muito mal, que tivesse piolhos ou que fosse oriundo de um grupo étnico ali para os lados da Hungria... Lamento, mas não mesmo.

3 - A quem davas tudo para poder abraçar?
Gostava de ter uma resposta hipersensível e dizer "o meu avô", mas eu sou uma pessoa de afectos e demonstro-os sem medo. Abracei muito o meu avô enquanto ele viveu e ainda hoje abraço muito as pessoas de quem gosto de verdade. Sou a verdadeira melga, sempre aos beijinhos e abraços.

4 - A quem davas o teu melhor abraço?
A duas pessoas que me conhecem por dentro e por fora, que gostam de mim apesar de todos os meus defeitos, que sabem valorizar o que faço bem e dizer-me as palavras certas quando estou a agir mal. Mas atenção! Todos os meus abracinhos são de grande nível!!


Bem, agora tenho de passar o desafio a quatro pessoas...
Esta é a parte difícil.

Assim, deixo no ar o convite e que o abrace quem tiver vontade!
Boa?!

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Ó Pá!

Imagem tirada da Net

Eu tentei resistir, andei aqui umas horitas a ver se não caía na tentação.
Não gosto de falar do que fala toda a gente, ao mesmo tempo que toda a gente o faz. Já é sabido.
Mas desta vez não consigo resistir...

Vi ontem o programa dos Gato Fedorento e p'amorDeus!

Pontapés na língua são mais que muitos, mas isso só revela fraca capacidade para o improviso.
Agora...

Mabalarismos?!!

Ri-me tanto, mas tanto que tive de segurar o lábio superior para que esta bosta que ainda me atormenta não rebentasse!

Sem demagogia, sem mabalarismos?

Eu amo de paixão estas trocas e baldrocas.

É que é preciso arte. E talento!


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Ser Bom Jardineiro


O amor para mim é como se fosse uma planta.
Talvez não uma planta vulgar, qualquer coisa mais requintada, que precisa de cuidados especiais, mas cuja beleza se pode admirar em qualquer altura.

Talvez possa ser um Bonsai.
Que é pequeno em escala mas grandioso em beleza.

É preciso regar com regularidade, alimentá-lo com vitaminas para se manter viçoso, dosear bem a água, fazer escolhas difíceis e cortar algumas das folhas mais novas para que todo o conjunto se mantenha forte e estruturado.
Deve ter um lugar privilegiado: nem muito sombrio nem demasiado solarengo.
Deve ser olhado com admiração e respeito, porque se for bem cuidado acompanha-nos durante uma vida inteira.

As pessoas que cuidam dele devem ser atenciosas, ponderadas e ter espaço para absorver no seu íntimo a beleza que dele emana e jamais podem tomá-lo como garantido, porque a qualquer altura, vem um dia de mais calor e o Bonsai seca.

Sem água, sem cuidado, sem carinho, a árvore definha, as folhas caem, a tristeza instala-se dos ramos até à raiz e depois é difícil, por vezes até impossível, ressuscitá-la...

É como o amor.
Exactamente como o amor.

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Quarta-feira

Síndrome Peter Pan ou De Como Era Bom Ser-se Eternamente Pequenino


Às vezes canso-me de ouvir pessoas próximas de mim a queixarem-se da vida que têm.
Pessoas até um pouco insuspeitas, que parecem não ter do que se queixar...
Digo-lhes sempre para terem calma, que é uma fase, que vai passar, mas gostava de poder ser mais concreta.
Não sou capaz.

Quando nos fartamos da vida que levamos, em termos muito práticos, o que podemos fazer?

Uma pessoa que esteja farta da profissão que tem, pode simplesmente despedir-se e ir à aventura, procurar outra coisa, enfrentar um mundo implacável e onde tudo custa dinheiro? Quem deixa de trabalhar não deixa de ter casa para pagar, contas para saldar e comida para pôr na mesa. Quem é que se pode dar ao luxo de mudar de vida só porque está farto da vida que leva?

É bom ter ideais, ter objectivos e agir com verdade para connosco mesmos.
Mas a vida não se presta apenas a atitudes idealistas. A vida é tão prática, tão inexorável que por vezes os ideais perdem força, esmagados pela realidade.
A partir de certa altura, a palavra odiada passa a ter lugar cativo nas nossas vidas.

Responsabilidades.

Sempre fui um bocadinho como o Peter Pan e recuso-me a crescer (pelo menos mais do que o estritamente necessário), mas há de facto aspectos incontornáveis na vida de um adulto...

Era tão bom podermos mandar tudo à fava e sermos eternamente crianças.

No can do.

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Terça-feira

E Viva o Compeed! (Não, não recebi para lhes fazer publicidade!)

Imagem tirada da Net



Então e não é que um belo herpes labial teve a desfaçatez de se instalar no meu lábio superior sem sequer pedir licença?!

É a segunda vez em toda a vida que esta bosta me acontece.
E até o interior da narina está inchado!

Não há justiça neste mundo!

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Pregar Aos Peixinhos!


Ontem fiz uso de toda a minha tolerância e diplomacia e acabei por ficar muito orgulhosa de mim mesma!

Tive os meus tios e a minha prima cá em casa durante o fim-de-semana. Adoro-os de paixão.
Mas não dormi grande coisa.
Passeámos imenso, conversámos muito e dormimos menos que o habitual.
Por isso, ontem andei todo o dia com sono.

Na aula de BodyBalance fartei-me de abrir a boca!
Quando a aula acabou (com os oito minutos de relaxamento que só fizeram com que ficasse com mais sono), veio uma das cotinhas ter comigo e o diálogo foi o seguinte:

- Então, não fez outra coisa que foi abrir a boca durante a aula toda!
- Estou cheia de sono!
- Mas não dormiu bem?
- Dormir bem, até dormi...
- Olhe que isso é o primeiro sinal de depressão.
- Eu tenho lá tempo para ter uma depressão!
- Ai, mas os médicos dizem logo que quando se tem muito sono é sinal de depressão... Anda a tomar ansiolíticos?
- Não! Só tenho é sono e quanto mais durmo, mais sono tenho! (gargalhada)
- Ai ai, você anda deprimida e está em negação...
- (nova gargalhada)

Então, mas adiantava alguma coisa tentar convencer a boa senhora de que não sinto depressão nenhuma, que ando de bem com a vida, que tenho sono porque dormi pouco?!
Era como pregar aos peixinhos!
Acho-lhes cá uma piada!
Como se todos os percalços da vida se explicassem com uma depressão.
Não querendo menosprezar as pessoas que ficam doentes da alma, não me imagino a conseguir encaixar uma patologia destas nas mil coisas que tenho de fazer por dia e nos triliões de projectos que quero concretizar.
Não sei se isto é uma questão geracional, mas quando ouço falar em depressões é geralmente em senhoras de meia idade, com filhos criados e pouco que fazer aos seus dias... Sei que há excepções, que é uma patologia que pode ter origem química e que pode até afectar crianças. Mas este nível de consciência e rapidez de diagnóstico só encontro nas cotinhas!

Não quero ser injusta, nem tão pouco insensível, mas não tenho mesmo tempo para estas coisas. Só me apetecia era pôr as horas de sono em dia!!

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Quinta-feira

Abrir Asas


Deve ser muito difícil ter filhos, vê-los nascer, sentir que dependem dos pais para tudo e mais alguma coisa e depois, aos poucos, vê-los crescer e precisar cada vez menos de quem lhes deu a vida. Vê-los ser mais independentes a cada dia que passa e deixá-los voar.
Deve doer.

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Yet Again...

Imagem tirada da Net



Embora me sinta melhor hoje do que quando tinha vinte anos, a decadência do corpo é uma coisa que me assusta.
Assim como me assusta a decadência da mente.

Não sei francamente o que é pior, se ter um corpo perfeitamente funcional mas uma cuca que já não carbura bem, se ter uma cabeça lúcida e atenta e um corpo que não lhe obedece...
Se possível escolho a terceira hipótese que é manter os dois em boas condições. Se a escolha me for possibilitada.

Enfim... (suspiro arrastado!)

Estou meia taciturna porque ontem voltei a experimentar uma aula de Power Jump, que adoro, e pela enésima vez saí de lá com a perna ao peito, salvo seja!
A verdade é que ainda nem quarenta minutos tinham passado já eu estava à rasca do mesmo joelho de sempre. Quero dizer, não é bem no joelho, é na parte de trás, na covinha da perna, não sei como se chama esta parte da minha graciosa anatomia!...

Gosto de fazer aquilo, divirto-me à brava, suo as estopinhas, mas sua excelência, o joelho, vamos chamar-lhe assim, diz que não, que não está para aquilo, que é esforço a mais, que tem mais que fazer... E depois para me castigar, lateja como se estivesse encostado a uma coluna da disco onde se ouve o Pete Tha Zouk. E dói. Muito.

PQP.

Hoje queria voltar ao Yoga, que depois da última aula me deixou um tanto assustadita e agora não sei se vá, se fique ou se mande tudo à merd@!

Vou tomar o segundo pequeno-almoço!!
Talvez ajude.

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Quarta-feira

Mimo, Vesguice e Bronze Perpétuo




Pronto, vou ser mázinha, vou dizer o nome da pessoa e destilar algum veneno! Já estava com saudades!

Eu sei que já se falou muito disto, até a pessoa em questão já deu uma entrevista a este respeito**, mas mesmo assim não resisto e comentar o assunto.

Estava eu entre viagens quando me deparo com um vídeo na net da Carolina Patrocínio a dizer que detesta os caroços das frutas, nomeadamente de cerejas, que só come quando a empregada lhe tira os caroços! E a casca. E com as uvas a mesma coisa, o que acrescenta em tom de inteligente brincadeira "É uma trabalheira!"

Pois pensei cá para mim: Olha que dondoca armada ao pingarelho! Isso faz-se aos meninos de dois anos, não vão eles engasgar-se por não conseguirem tirar os caroços, ou se os conseguirem tirar, para não se lembrarem de os enfiar nos mais variados orificios!
Não é coisa de que uma pós adolescente se deva orgulhar!

A verdade é que quando se saiu com esta da fruta já eu estava em choque com:
Ponto 1:
a notícia de que a escarumbinha perpétua iria ser mandatária do PS para a juventude
Ponto 2:
a mesma mandatária diga numa entrevista que prefere fazer batota a perder!

Mas quando eu pensava que isto acabava por aqui não!
Quando lhe perguntaram porque queria ser comunicadora a vesguinha desorientou-se e não conseguiu responder! Uma coisa é dizer frases "giras", outra é saber justificá-las.
"Ora, quero ser comunicadora porque quero comunicar"...
E eu estou feliz porque estou contente!

A questão seguinte é: Quantos pós adolescentes conseguirá esta Impecável Mandatária arrastar para as hostes do PS? A mim tanto se me dá, que eu não voto neles e não, mas é triste que exista tanta gente com coisas interessantes para dizer e se dê voz a parolinhas deste tipo, que não fazem ideia do que é a vida real.

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** Em resposta ao movimento entretanto organizado, Libertem a Empregada da Carolina P., a senhora em questão já veio dizer alto e bom som, que não quer ser libertada coisa nenhuma! É que a tirar caroços ou não, a senhora sempre tem emprego, o que nos dias de hoje é um bem precioso.

Terça-feira

Back on Business!!


Olá, olá!!

Estou de volta!
Não vou dizer aqueles clichés todos, como o que é bom acaba depressa, e que as férias souberam a pouco, que já preciso de férias outra vez, porque nenhum deles se aplica!
A única coisa que digo é: Time flies when you're having fun!!

As férias foram óptimas! Excelentes até!

Verdade que se durassem mais tempo não vinha mal ao mundo, mas nos últimos dias já me apetecia voltar a casa, para os meus gatos e para as minhas coisas!! (Não necessariamente ao trabalho, claro!!)

Fiz muitas coisas, descansei tudo o que precisava de descansar, namorei muito, ri muito, comi muito... Estou nada mais nada menos que três agradáveis quilinhos mais rechonchuda! Férias são férias. Não corri na praia, não deixei de comer o que me apeteceu e não me movimentei mais do que o estritamente necessário! Ora vira de costas, ora vira de barriga!!
Já merecia uns dias assim.

A única coisa que fiz com alguma ponderação foi repensar na minha maneira de trabalhar, que ultimamente descambou um bocadinho. No último dia de trabalho, estive sentada a escrever durante vinte e quatro horas, apenas com as merecidas pausas para comer. E sem dormir! Foi dose. E uma maratona desnecessária.

Tenho muitas coisas para contar, muitas perguntas para fazer, muitos textos vossos para ler. (Estranho, o mundo não pára quando eu não estou!... A seguir vão tentar convencer-me que a nossa campanha eleitoral está uma seca!! Como se eu acreditasse!)

Vou fazer tudo aos bocadinhos, por hoje ficam alguns recuerdos da viagem!












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Quinta-feira

Update!

Só para saberem que estou viva!

Uma semaninha de férias depois, o reumático já está quase curado, a cabeça já consegue pensar decentemente e o número de pirolitos engolidos no mar é já bastante respeitável!

Não há nada como uma boa semana de descanso... seguida de outra semana de descanso!

Até depois!!

;)

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Quarta-feira

Xau Aí Que Me Vou Embora!!

Depois de uma semana doida e de uma noite estranhíssima ( e não pelos motivos que vocês estão a pensar!) vou de furias!!

Vou pôr as mãozinhas de molho, para ver se o reumático passa!

E como já não consigo escrever muito mais, deixo-vos apenas um conselho para porem em prática na minha ausência ( e se for na minha presença, melhor ainda!!):





Xauzinho!! Volto daqui a 3 semanas!!

Beijinhos, abraços e mordidelas nos cachaços!!

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PS: Andreia! Parece que saíste aqui de casa há meia hora e já são quase oito da manhã!!
Quem é que é forte, quem é! É Aninhas, tá claro!
Para ti, sai uma mordidela nesse cachaço moreninho!!

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Segunda-feira

Derrete na Boca e Não nas Páginas!


A ver se assim a coisa acaba de vez!!

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Caliente!!

Já está tudo tratado!

Por enquanto pedi a imagem emprestada, mas daqui a pouco mais de duas semanas mostro-vos uma foto tirada por mim!!

Tá quase!

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Domingo

Há que pecar!

Não tarda nada estou assim (mas com menos pêlo!!)


Quando é que sei que estou a trabalhar de mais?!!

Quando dou por mim, num domingo, às 8 em ponto da manhã, com sete páginas já traduzidas!

Sim comecei a trabalhar às 6:47!!

É que até Deus Nosso Senhor (hã, como acordei católica hoje!!) descansou ao sétimo dia. Quais descanso quais carapuça! Há que pecar e trabalhar também ao domingo!

Se depois disto não mereço umas belas de umas férias, então é desta que me dá uma coisinha ruim!

Pelo menos a esta hora tá fresquinho!!

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Quinta-feira

Constatação

Imagem tirada da Net



Vejo-me grega, egípcia, curda, ou a nacionalidade que for, para dormir com este calor. (Até "versejei", continuo portanto uma poetisa extraordinaire !!)

Gosto do Verão, mas à noite podia ficar fresquinho. Há lá coisa melhor que dormir enroscadinha em lençóis de flanela, só com a ponta do nariz de fora e a sensação de que assim é que se está mesmo bem?

Como é possível que, numa noite que devia ter nada menos de oito horas, eu nem quatro consiga dormir?

Pois a questão mantém-se.

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Quarta-feira

Tio Sam my Ass...


Imagem tirada da Net



A mim enerva-me profundamente, deixa-me doida, mesmo a rebentar pelas costuras e prestes a berrar com alguém, o "factor carneiro".

O Factor Carneiro é aquele que nos faz andar atrás de alguém. Seguir as suas passadas. Estar atento a todos os seus movimentos.
Isto aplica-se a título individual (o que já me enerva bastante) e a título colectivo (o que me deixa ainda mais fora de mim).

Mas por que raio é que quando o Dow Jones ou o Nasdaq têm um dia mau, o mundo INTEIRO treme? Por que raio é que a crise do sector imobiliário americano tem de ditar a tendência para o resto do planeta? Porque é que os americanos metem o nariz em tudo o que é política externa? Quem é que os nomeou fiéis guardiães da paz mundial? (pfff!!) E da economia? (double pfff!)

Porque é que o nosso querido Psi20 se há-de preocupar se em Nova Iorque a bolsa fechou com uma descida de 1%?
Porque é que não ficamos aqui sossegadinhos, na nossa pequena e pacata individualidade, a tratar da nossa vidinha e a dar um pontapé no cu da (suposta) crise? (Que foi certamente "receitada" pelos americanos.)

Peço desculpa se algum entendido em economia (ou algum americano que leia português - impossible as it may seem!) estiver a ler estas considerações, que serão certamente heresias económicas puras.
E não se pense que tenho alguma coisa contra o povo americano. Embora em termos colectivos não os tenha na mais elevada conta (- Name a country whose name beggins wiht an U. - Hmmm... hmmm. Utah? - I rest my case!) tenho certeza que também há lá gente de jeito.

Podia até nomear meia dúzia de personalidades americanas que admiro, mas não me apetece andar a confirmar a correcta soletragem dos nomes!

Só me irrita verdadeiramente é que andemos todos a reboque dos States.

E já agora, o Sam não é meu tio! Nunca o vi mais gordo.

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Terça-feira

Nova Zelândia



Fotos obviamente tiradas da Net (com grande pena minha!)




A minha viagem de sonho é ir à Nova Zelândia.
É o país mais recente da Terra, a última massa de solo a ser descoberta, com apenas mil anos de ocupação humana.
Tem uma diversidade natural espantosa e invulgar e gente oriunda dos quatro cantos do mundo. E são só 4 milhões de habitantes, num país do tamanho do Japão!
Gostava de lá passar um mês para poder visitar as duas ilhas, para sentir o calor e o frio, para ver os vulcões, as praias de areia fina, os glaciares e fiordes, para saber como é viver nos antípodas.

Se um dia arranjar uns bons milhares de euros que não me sejam precisos (!!) e tiver um mês disponível, ganho coragem, faço a viagem de quase vinte e quatro horas e mergulho naquela cultura fabulosa. Depois, se gostar tanto quanto imagino, o pior vai ser vir para casa!

É daquelas coisas que gostava de fazer antes de ir desta para melhor!
E continuo a achar que um dia destes vai acontecer!

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Segunda-feira

Crónica de Um Dia Quase Perfeito

Ora bem!
As palavras seriam poucas para descrever como foi brilhante o dia em que decidi brindar o mundo com a minha presença! (Continuo um tanto convencida da minha espectacularidade e ouvi dizer que com a idade isto só tem tendência a piorar!)

O dia amanheceu solarengo e quente, apesar de as previsões meteorológicas apontarem para céu negro e possibilidade de trovoadas. Pois! Não há dúvidas!

Os brincos não davam margens para enganos! Foram quase "gamados" à Sandra e sim, são oitos!





O pequeno-almoço foi óptimo, no sítio perfeito, com a companhia ideal!





O almoço foi uma experiência nova! Interessante, com o melhor apple crumb que já comi. E o nome do restaurant tem tudo que ver comigo! (Só me fez um bocadinho de impressão uns nacos de tofu que andavam lá pelo meio da tarte de vegetais e que pareciam pedaços de miolos!...)





À noite, soprei de um só fôlego (e respectivos perdigotos, claro!) as minhas 35 velas! Sim, num brigadeiro de chocolate! Com direito a desejo de olhos fechados e tudo!




Foi um dia feliz, senti-me rodeada de mimo por todos os lados. Só não foi perfeito porque não tinha toda a gente comigo. Mas ainda assim valeu a pena!

E pronto, para o ano há mais. Agora vou descer à Terra...

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Sábado

8 do 8

Imagem tirada da net



TODAY'S MY BIRTHDAY!!

Hoje estou mais mimada que nunca, mais bonita que nunca, mas feliz que nunca!
Sou toda sorrisos e gargalhadas!
E não vale a pena dizer mais nada, que hoje é simplesmente o dia mais espectacular do ano!


8 do 8 ROCKS!!


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Sexta-feira

O Sol Quando Queima...

Imagem tirada da Net


Não É Para Todos...


Constatei ontem no gym que a delicada senhora que me disse isto, continua mais preta que o Michael Jackson, enquanto eu, com a minha semana no Algarve, já estou quase da cor do defunto monarca da pop.

Qual a ilação a retirar desta constatação?

Que o sol em Cuba queima mais que o do Algarve.
Mas também, disso já eu suspeitava!

E ao vê-la só me ocorreu uma palavra:

Bitch!!

(afterthought: havias de ter sido mordida por um mosquito que te provocasse uma cag@neira crónica!!)

Eu sei que às vezes sou muito má!
Mas sou feliz assim...

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Quarta-feira

Que Saudades...

Eu devo estar muito mal das hormonas*, quando me visto de propósito, atravesso uma via rápida onde os carros andam mais depressa que em muitas auto-estradas e vou a uma estação de serviço francamente fraquinha , só para comprar isto:






É que hoje, apetece-me Marylands com pepitas de chocolate e "tou querendo nem sabê"

São coisas!


* É tão prático culpar as hormonas por estes apetites idiotas!!


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Terça-feira

Quase... Ou de Como Este Dia Ainda Não É Meu!

Imagem tirada da Net


A minha irmã faz hoje anos!
Faz sete a menos que eu, é por isso uma catraia!
Desde que ela nasceu, eu, que sempre tive "contadores" decrescentes de tempo até ao meu dia de anos, comecei a encarar o aniversário dela como uma espécie de prólogo do meu próprio dia.
No meu profundo egoísmo, encaro sempre o dia 4 não apenas como o dia em que a minha canita nasceu, mas como a prova cabal de que estou quase, quase a ser o centro do mundo outra vez!

Acho que só as pessoas egocêntricas vivem o dia do aniversário como eu vivo! Penso em tudo e decido tudo, quase unilateralmente! O que vou vestir, o que vamos comer, o que vamos fazer, com quem, onde e como!

É portanto, um espectáculo!!
Embora o dia 4 também não seja mau, não senhora!

Feliz aniversário, mana!


E como a mana faz anos, fui comprar uma prendinha cá para casa! Um forno novo, que o anterior finou-se ao fim de dez fiéis e produtivos anos!! (E Tagarela, não, não comprei o Bosh, que toda a gente sabe que é bom, mas custava o dobro!!)



Mas também há prendinha para ti, mana!
Se pudesse dava-te isto:





O que eu gostava de ter o Rupert Penry-Jones como cunhado!!

*
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Segunda-feira

Dot The Is and Cross The Ts

Imagem tirada da Net




Esta coisa dos blogues e dos comentários é engraçada...
Ainda no outro dia me perguntavam por que razão não comentava mais e há algum tempo pediram-me satisfações por não verem os comentários enviados devidamente publicados...

Ora vamos lá a ver se a gente se entende.

Ponto número 1:

Eu vou lendo os cantinhos que mais me chamam a atenção (que são aqueles ali do lado direito) e quando tenho tempo, faço breves incursões por cantinhos desconhecidos.
Quando acho que alguma coisa merece mesmo as minhas palavras comento. Quando acho que não é esse o caso, é muito simples... não comento.
(Peço desculpa, mas eu hoje acordei assim, a valorizar muito as minhas palavras, ou por outras palavras, uma arrogante de m€rda.)

Por outro lado, gosto de comentar nem que seja textos simples, quando sinto alguma afinidade especial com o autor, mas nem assim faço da bela arte de mandar postas de pescada uma regra.

É isto que espero dos meus (três - atenção ao upgrade, há pouco tempo eram só dois!) leitores! Uma sinceridade intelectual a toda a prova.


Ponto número 2:

Ao contrário do que possa parecer, publico quase todos os comentários que recebo.
Quase... porque estabeleci algumas excepções.

a) Não gosto de publicar publicidade. Quando quiser visitar determinado blogue, vou lá de livre e espontânea vontade, não porque alguém andou a "plantar" links na caixa de comentários.

b) Chamem-me fascista, mas não dou tempo de antena a pessoas que me deixam comentários a dizer que estou errada e que devia "repensar a sua maneira de pensar porque seria certamente mais feliz" (happy now?)

WTF??
Então e desde quando é que para ser "mais feliz" a minha maneira de pensar tem de coincidir com a maneira de pensar de A ou B? E quem é este (ou esta) doutorada em felicidade para me dizer a mim que podia ser mais ou menos feliz?

E já que estamos nisto, é impressão minha ou o blogue é meu? Não será legítimo que registe nele aquilo que me apetecer pensar? Quem não quiser ler não lê; que não ando aqui a obrigar ninguém, nem a deixar links para me virem visitar.

E só mais uma sugestãozinha de nada:
Quando se dá palpites sobre a vida e personalidade das pessoas, é de bom tom assumir a sua própria identidade, não vá o visado pensar que está a ser criticado por um "Anónimo" qualquer.
Assim, sempre dá ao comentado a oportunidade de conhecer melhor tamanho ícone da moral e bons costumes.

(Pausa para respirar e contar até 10)

Ainda ponderei fazer este texto ou não, porque de certa forma é contraproducente.
Afirmo que não quero dar tempo de antena a gente intrometida, mas acabei de o fazer.
Porque fico furiosa. E na impossibilidade de mandar dois berros ao insistente especialista, não me resta outra alternativa senão fazer-lhe a vontade, para ver se desencana.

Por isso, espero que esteja contente! Estou cá para isto mesmo, para realizar sonhos!


E podem continuar a comentar à vontade, porque neste canto esquizofrénico censura!
E quem não gostar só tem dois trabalhos, vir e ir embora.

Com os cumprimentos da gerência


*
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Pretty Woman!

Imagem tirada da Net



E pronto... (sempre sonhei começar um texto com estas palavras!!)

Assim começa uma semana em que vou trabalhar como se não houvesse amanhã.
Este livro é leve como uma pena - não, não é candidato a Nobel, mas não deixa de ser trabalho e sabe bem fazer uma coisa mais descontraída e light!

Só vou descansar no fim-de-semana - que se espera completamente espectacular, já que sábado é O dia!!

Até lá... I'll be working my ass off!

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Quinta-feira

No Último Dia

Imagem tirada da Net



Eu sou daquelas pessoas que quando tem de pagar alguma coisa ao estado (nem merece a maiúscula que se impunha), espera pelo último dia do prazo, de preferência lá por volta das onze da noite, para fazer o pagamento.

É que já DOU 20% do meu trabalho para o erário público (sim, sim, um quinto de tudo o que faço - que isto de ser trabalhadora independente é muito lindo, muito lindo, mas tem muito que se lhe diga), pago Segurança Social (Segu... quê?), faço pagamentos por conta (e vá lá que este ano não paguei IRS); não queriam mais nada que era ter o meu rico dinheirinho a render nos cofres do estado! Nem um segundo a mais do que o estritamente necessário.

Por isso, habituei-me a pagar tudo no último dia.
O condomínio? No último dia.
O seguro da casa? No último dia.
O seguro do carro? No último dia.

Depois fico muito zangada quando eles me enviam segundos avisos de pagamento.
Mas afinal por quem me tomam?
Por alguma caloteira, não?!

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Fine Specimens - 1

Estava aqui a pensar que se calhar era de valor inaugurar uma espécie de rubrica dedicada aos belos representantes da raça humana...

Falo, claro, de homens, tipos, gajos, indivíduos que por si só (preferencialmente sem photoshop) colocam o género masculino lá bem próximo do Olimpo!

Não se preocupem que as imagens não virão acompanhadas de esclarecimentos desnecessários (até porque na grande maioria das vezes as palavras serão fortemente redutoras, fraquinhas e de difícil pronunciação)!!

É que este tasco está a ficar muito sério e pouco pictórico! Ora como o calor está à porta - estou convencida que mais dia menos dia o Verão irá dar um ar da sua graça - está na hora de regalar as vistinhas!

Os meninos que por aqui passam na esperança de que também se incluam na rubrica belas representantes do género feminino que se desenganem (e me perdoem), mas eu não sou gaja de dar tempo de antena à concorrência!

Assim sendo, consideremos que este registo funciona como uma espécie de preâmbulo e que o eleito para inaugurar a rubrica é...

(rufar dos tambores)

Gerard Butler!


Em todo o seu esplendor!





Depois não digam que não sou vossa amiguinha!

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Não Digo Que Não

Imagem tirada da Net
"Maternidad" - Pablo Picasso


A primeira coisa a registar é a admiração que sinto pelas mulheres que, abnegadamente e às vezes sabe-se lá a que custos, decidem ter filhos.

Posto isto e a propósito deste texto, aproveito para dizer a quem possa interessar que, numa conversa onde, vamos supor, estão duas mães de jovens rebentos, não é minimamente interessante saber se as crianças já fizeram cócó naquele dia ou não, se a consistência, a cor ou o cheiro eram normais ou nem por isso!
É a verdadeira conversa de merda.
Não interessa a mais ninguém a não ser às mães em questão, que no auge da sua função primordial de propagadoras da espécie se esquecem de tudo o resto que faz parte da vida do comum dos mortais.

Tenho pena quando constato que mulheres que antes de serem mães falavam sobre cinema, música, literatura e sei lá mais o quê, mal se encontrem com os rebentos nos braços pareçam esquecer-se de tudo e passem a falar apenas de fraldas, marcas de leites e percentis!
Tinha uma colega de trabalho que contava o parto da filha como se da própria Odisseia se tratasse, com direito a pormenores verdadeiramente gráficos e portanto, horrorosos.
Ninguém precisa de saber quantos pontos levaram nas ditas cujas, nem por dentro nem por fora!
Ninguém precisa de saber que aumentaram três números de sutiã e que "as meninas" desceram dez centímetros em direcção aos joelhos!
And who cares sobre a vida sexual (ou a inexistência dela) depois do parto?

Eu sei que há mulheres que nasceram para a maternidade (que são muito boas naquilo que fazem e que teriam vidas indiscutivelmente mais pobres se não tivessem filhos) e acho isso fantástico, embora como já disse aqui não seja um assunto que me toca especialmente e não me inclua de todo no espectro de mulheres cujo sonho é serem mães. Mas custa-me ver que algumas pessoas encarem a maternidade como uma obrigação, como uma sina, como apenas mais uma etapa da ordem "natural" da vida.

Se há coisa que deve ser pensada e desejada é um filho. Porque um filho não se tem só enquanto é moda, só enquanto anda em carrinhos todos xpto... Um filho é para a vida. E a minha pergunta é:
Será justo para uma mulher anular-se, dedicar-se por completo aos filhos, esquecendo-se de si, das suas necessidades, dos seus prazeres, da sua pessoa?

Muitas das mães responder-me-ão que sim, que é justo, que vale a pena. Porque ter um filho é a maior bênção da vida de uma mulher, é o objectivo último do corpo feminino, é o amor mais lindo e puro que uma mulher pode sentir, and so on and so forth...

Não digo que não.
Digo apenas que deve haver mais coisas para além disso.
E que de facto, não somos todas iguais.
Seja por que motivos for.

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Sábado

No Sítio do Costume...

Imagem tirada da Net



Nos meus últimos anos de estudante universitária trabalhei em part-time num hipermercado. Primeiro na caixa, depois nos Serviços Financeiros.
Com esta minha mania de ser bem educada, cumprimentava sempre os clientes, conhecia muitos deles pelo nome e até ficava a saber bocadinhos das suas vidas (porque há pessoas que só precisam de alguém que os oiça durante cinco minutos).
Sempre fui simpática, não por obrigação, mas por feitio e recebi muitos elogios pela minha maneira de atender as pessoas.

Assim sendo, constato que alguma coisa está muito mal quando num supermercado, onde fui comprar cenouras e chuchu para a sopa, digo à senhora da caixa:

-Obrigada.

e ela me responde:

- De nada.

Pergunta para cinquenta mil euros:

Qual a resposta correcta?

a) Obrigado nós.
b) Obrigada e bom fim-de-semana.
c) Obrigada e volte sempre.
d) Nenhuma das anteriores...

Ora tu queres ver que andei estes anos todos enganada e a fazer figura de ursa?!
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Sexta-feira

Push The Button!

Foto tirada da Net


Gosto de morar em apartamento. Gosto da sensação de segurança que um prédio me proporciona. Gosto de fechar os trezentos trincos da porta e sentir que ali não entra quem eu não quero. E sinto-me segura.

No caso do meu apartamento em particular, há uma coisa que me tira do sério...
A minha campainha é a primeira do painel e por isso não há cão nem gato que queira entrar no prédio que não toque à minha campainha. (Ainda por cima é daquelas que tem código e ninguém tem paciência de andar à procura do código correcto.)

- Bom dia. É da Portgás, para ver os contadores. Pode abrir-me a porta?
- Bom dia, é da PT. Estamos a fazer uma pequena sondagem aos clientes. Pode abrir-me a porta?
- É do Círculo de leitores...
- É da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias...
(sotaque brasileiro): - Oi, é da casa do Maiquéu?...

Haja Paciência - assim mesmo, com maiúscula, porque é precisa muita!

Já tenho dito ao Nuno:

- Ainda bem que não há nenhuma casa de meninas no prédio, senão é que era um fartote!

"Deslarguem-me" o botão!!

Apre!

*
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Quarta-feira

Carcaças Velhas



Isto sim, é uma carcaça velha.
Linda. Mas velha.

Faz-me alguma confusão ver como se catalogam as pessoas de acordo com os anos que os seus corpos têm.
Agora que o meu aniversário se aproxima a passos largos, e para responder a uma observação de uma sensibilidade avassaladora que vaticinava: "Estás a ficar velha", gostava de discorrer um tudo nada sobre a questão dos anos e do seu reflexo no corpo e no espírito. Porque são coisas distintas.

Tenho 34 anos.
Quando me perguntam a idade hesito quase sempre. Não por pejo de dizer o número que já impõe algum respeito, que isso a mim não me incomoda nada, mas porque tenho sempre de fazer um esforço para me recordar dele. É que não sinto que este número esteja intrinsecamente ligado àquilo que sou e ao que me vai na alma. É claro que olho para certos aspectos da vida com outros olhos, com outra responsabilidade, mas acho que isso se deve mais ao meu crescimento enquanto pessoa que ao passar dos anos. Não sei se há preocupações que assolem especialmente as pessoas aos 20, aos 30 ou aos 40 anos. Quero dizer, quando tinha 20 anos já andava preocupada com as condições que terei na velhice. E aos dez questionava-me por que razão gostava tanto de ler e conhecer coisas que os mais velhos diziam que não eram para a minha idade.

Assim sendo, para mim, a idade cronológica não é mais do que um registo prático que vai marcando certas etapas da nossa vida. Aos 18 anos passamos a poder votar, a tirar a carta e já podemos ir presos! Daí para a frente, verifica-se apenas o avanço inexorável dos algarismos.

No que diz respeito ao corpo, as coisas já são um pouco mais complexas. Mas igualmente pouco dramáticas.
É certo que já não consigo fazer directas como antigamente e se beber muito café fico cheia de tremeliques e com dores de estômago. É certo que se abusar dos doces o corpo reage de uma maneira diferente de há 10 ou 15 anos atrás, mas as manifestações da idade produzem-se a um nível meramente físico. Se encararmos o nosso corpo como uma máquina, é natural que com o passar do tempo ela comece a denotar alguns sinais de cansaço, que algumas peças comecem a requerer outro tipo de atenção e que algumas engrenagens não funcionem tão bem como desejaríamos.

Mas nem neste aspecto me revejo.
Sinto-me melhor no meu corpo agora, aos quase 35 anos, do que há 10 anos atrás.
Estou mais cuidada, mais bonita, mais apaixonada por mim.
Tenho mais cuidados, mais preocupações, mas também vivo mais agora do que quando tinha 25 anos. Aproveito mais e melhor o que a vida me vai oferecendo.
Acredito que mereço todas as coisas boas que me acontecem e que muitas mais estão à minha espera ao longo caminho que ainda tenho para percorrer.

A única coisa que me assusta é o estado em que viverei a minha velhice. Se vou estar sozinha. Se vou continuar a ser feliz.
Não penso muito na minha morte. Penso mais na morte dos que me são queridos. Isso sim assusta-me a valer.
Mas como sempre, se deixar a minha cabeça vaguear livremente, ela tende a afastar-se destes assuntos mais lúgubres e concentra-se inevitavelmente nos aspectos bons da vida, nas pessoas que agora fazem parte dela e em como é bom olhar para trás e constatar que evoluímos, que somos hoje melhores do que antes.
Os anos?
São apenas um número, um detalhe técnico; não são assim tão relevantes!

Ah! E velhos são os trapos!!

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Mais Um Mimo!


A Naná, que é amorosa, ofereceu-me este mimo!
Obrigada!

É bom ver que as nossas ideias (às vezes muito parvas!) são lidas e apreciadas pelos nossos amigos cibernautas!!

Mas como sempre, lá vou subverter as regras do prémio! Com toda a franqueza deste mundo e com um enorme pedido de desculpas à Naná, não me apetece passar o mimo a ninguém. Prefiro deixá-lo aqui e dedicá-lo a todos os que sei que me lêem! É tão meu quanto vosso!

Deixo, contudo as regras, para o caso de alguém querer continuar com a cadeia!

As regras são:
1. Exibir a imagem do selo "olha que blog maneiro"
2. Postar o link do Blog que indicou
3. Indicar seis blogs da sua preferência
4. Avisar os indicados
5. Publicar as regras
6. Conferir se os blogs indicados repassam o selo e as regras.

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Da Presunção Dos Outros

Cuba - Foto tirada da Net


Porque é sempre mais fácil falar dos defeitos alheios:

Há pessoas que se acham mais que os outros.
Há pessoas muito arrogantes, muito presunçosas.
São afirmações que quanto a mim não merecem grande discussão.
Felizmente não conheço muita gente assim, mas de vez em quando lá me aparece uma ave rara a regurgitar pérolas de arrogância.

Estive uma semana de férias. Fui para a praia.
Como sou uma pessoa consciente e não tenho pressa em ter uma pele envelhecida, protejo-me do sol com quantos cremes posso e nunca fico com aquele bronze que aproxima certas pessoas dos nativos do Burkina Faso.

Mesmo assim, este ano fiquei cheia de borbulhitas por causa do calor (ou de algum bichito mafarrico que decidiu refastelar-se com o meu sangue - morreu envenenado de certeza - bem feita!).

Na segunda-feira, estava no ginásio, a vestir-me, e uma senhora que estava ao meu lado queixava-se dramaticamente de umas borbulhas que lhe tinham aparecido nas pernas já para o fim das férias. (A dita senhora podia de facto ser confundida com um habitante da África profunda.)
E eu que sou uma parva, que falo com toda a gente e tenho a mania de ser simpática, disse-lhe.

- Olhe, eu também fiquei assim mas as borbulhas não demoram muito tempo a secar.

Ao que a esturricada me responde:

- Ah, mas as minhas borbulhas não são iguais às suas, que as minhas vieram de Cuba!

Com uma presença de espírito que às vezes me foge, respondi muito depressa:

- Pois se calhar não, as minhas vêm do Pacífico!

E enquanto ela me olhava, à espera que lhe dissesse para onde tinha ido, virei costas, decidindo acabar com a simpatia.

Coça-te pr'ai, ó presunçosa. Espero que as tuas borbulhas inchem até seres apenas uma grande pústula com olhos!

(Já sei, já sei, a inveja é um sentimento muito feio!!)

*
*

Adenda: É claro que numa semana não tive tempo para ir até ao Pacífico, mas é só para a senhora não se armar ao pingarelho e ficar sem resposta!!

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Segunda-feira

E Elas Vieram e Foram...


Porque é que as férias passam sempre tão depressa?
A quem é que temos de meter uma cunha para fazer os dias durarem mais tempo?
Será que as próximas cinco semanas também vão passar com a mesma velocidade?

Neste momento são estas as três questões que mais me inquietam!!

Y ahora... a trabajar!

*
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Às Vezes Mais Valia Não Abrir o Bico.


É que se fosse assim...



Uma das coisas que prezo nas pessoas é a sensibilidade.

Não tanto a sensibilidade no sentido de delicadeza, de se ser sensível (se bem que também se poderia adequar a esta situação em concreto), mas a sensibilidade em termos de tacto, de noção do que se deve dizer ou não. O velho e aclamado chá.
Confesso que é uma das características que tento cultivar e melhorar em mim, porque como falo pelos cotovelos, às vezes lá sai uma coisita menos simpática.

Eu tenho duas tatuagens.
Uma mais discreta que a outra, mas nenhuma delas extraordinariamente gritante.
Uma no pulso esquerdo e outra no tornozelo direito.


Estava no ginásio e diz-me uma colega que conheço vai para quinze anos:
- Ó pá, estás toda riscada!
- Riscada?
- Sim, tens uma tattoo na perna outra no braço...
- hmmm... (sorriso amarelo).

Desculpem lá!
"Toda riscada"?
WTF?!!

Este tipo de comentários são dispensáveis e revelam, quanto a mim, uma tremenda falta de chá. (Cá está ele!)
Quem faz tatuagens fá-las porque gosta, não porque quer que os outros gostem delas. Por isso, desculpem lá se as coisas que coloco no meu corpo ofendem os vossos olhos.

Para a próxima peço autorização, sim?

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Quinta-feira

A Delícia das Palavras


Cafe-Librería El Péndulo, Sucursal Polanco, na Cidade do México!

Que charme de livraria!




O meu apego às palavras já não é de hoje.

Quando tinha onze ou doze anos, a minha mãe que é uma santa, mas que de pedagogia nunca percebeu muito, zangava-se comigo porque a única coisa que eu fazia nos fins-de-semana, nas férias e em todos os bocadinhos que arranjava era ler.

Li de tudo um pouco, desde as Júlias, Sabrinas e Biancas da minha vizinha da frente, até aos livrinhos da Condessa de Segúr, passando pelos Cinco, pelos Sete, pelos Nove e por todos os grupos de números ímpares que tinham aventuras publicadas!

Passado pouco tempo descobri a Agatha Christie, o Robin Cook, o Konsalik (todos grandes mestres de literatura a metro, mas nontheless boa de se ler!). Li coisas boas, assim assim e más! Mas tudo me fez bem, tudo me ensinou qualquer coisa.

Não conseguia arranjar uma actividade que me desse tanto prazer, que me enchesse tanto as medidas, que me fizesse viajar e me abrisse os horizontes como a leitura. Era muito fácil deixar-me envolver nas histórias, imaginar que se fosse eu a heroína fazia assim e assado e se fosse o autor não teria escolhido aquela maneira ou a outra de resolver os mistérios e problemas. Quando se lê, é muito fácil criticar. mas quando se tenta escrever para os outros lerem, o caso muda de figura.

Durante a adolescência, apesar de já ter uma ideia mais ou menos clara do que queria fazer na vida, ainda não tinha muita noção sobre como funcionava o mundo da tradução. Acho que só lá por volta dos 16 anos é que me comecei a aperceber que se os livros apareciam nas minhas mãos em português e tinham sido escritos por uma russa ou um alemão, devia haver mão de terceiros ali pelo meio. E comecei a prestar uma atenção maior às palavras. Comecei a imaginar como seria ler a mesma obra no original. O que podia ganhar? O que podia perder? (Se lesse em russo, perderia tudo! Tive três semestres da dita língua e já nem me lembro do alfabeto inteiro!!)

Mas comecei desde muito nova a questionar não o trabalho, mas as opções das pessoas que traduziam os livros. Porque embora sejamos apenas tradutores e não autores, uma parte do que escrevemos reflecte as nossas próprias escolhas lexicais. Há palavras que não gosto de dizer e outras que me saem com mais facilidade. E isto sem desvirtuar o texto original, obviamente.

No primeiro livro que traduzi, depois do estágio, tive uma teima com a revisora em relação à tradução da palavra "damm".
Eu queria que fosse "chiça", que é uma palavra que me é muito querida(!!) e ela achava que devia ser "merda".
Lá andámos as duas às turras, a tentar convencer-nos uma à outra até que acabei por ganhar.

Depois de publicado o livro, disseram-me:

- Eu assim que o abri e vi na primeira linha "Chiça!", pensei logo isto é mesmo da Ana!

Porque por muito que não queiramos, damos sempre um bocadinho de nós aos trabalhos que nos passam pelas mãos.

É por isso que este trabalho me consome tanto...
Mas ainda hoje, ler é das melhores coisas que posso fazer com o meu tempo.

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Mais Uma...

Imagem tirada da Net


Ai, ai...
E quando nada fazia adivinhar... eis que surge a bela da contractura na parte de trás do joelho direito!
Não sei o nome do músculo, mas começou a doer-me na terça-feira, depois do Power Plate e ontem na aula de Jump continuou. Já só fiz a última parte da aula a meio gás e achei que tinha esforçado o tendão ou qualquer coisa do género. Diz que não. Que é muscular.
Olha que espectacular.
Hoje estou verdadeiramente à rásca e depois do pequeno-almoço já "enfardei" com um Voltaren, que é por causa do cheiro das tintas!
Agora, vou ficar de "repouso", que é como quem diz, sentada em frente ao pc a trabalhar, que o que me doi é o joelho e não os braços!!

Mas como diz o outro: Antes isto que outra coisa!! (que é um dizer absolutamente fabuloso, uma vez que não especifíca a outra coisa, que até podia ser completamente fenomenal. Mas não... antes isto, que é cousa pouca!)

*
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Quarta-feira

Voltar Atrás

Imagem tirada da Net


Há coisas que não deviam acontecer. Ponto.
Nem eu, que sou uma optimista empedernida consigo encontrar um fundamento ou propósito para algumas coisas que se vêem por aí.

Já aconteceu há alguns dias, mas só agora é que consigo escrever com clareza.

Ia numa das ruas de Braga quando vi uma velhinha com uma bengala encostada a uma parede. Não era uma velhinha maltrapilha nem suja. Tinha um carrapito e um rosto redondinho, parecia mesmo uma avózinha.
Quando passei por ela, estendeu-me a mão e pediu-me uma esmola.
Fico sempre chocada com esta palavra, com este gesto, com este desespero.

Baixei os olhos e continuei a andar. Não tinha dado três passos e já estava com os olhos cheios de água. Que merda de sociedade!
Continuei a andar, odiando a circunstância que tinha levado aquela velhinha a pedir esmola no meio da rua e odiando a minha crueldade por passar por ela sem a ajudar, com dinheiro na carteira e no banco.

Vinte metros depois não aguentei mais e voltei para trás, com um nó do tamanho do mundo a comprimir-me a garganta.
Abri a carteira e dei-lhe o dinheiro que tinha.
Quando me viu voltar para trás de carteira na mão, a velhinha ficou comovida e disse-me que Nossa Senhora me protegesse.

Só não chorei por vergonha.

Fui-me embora revoltada com esta merda de mundo que obriga uma senhora que devia estar em casa, resguardada do calor, a mendigar na rua.
Não sei se era para medicamentos, para comer ou se era mais uma velhinha cujo filho agarrado lhe suga tudo o que tem (e em alguns casos até as obrigam a pedir para eles poderem comprar droga), mas sei que o dinheiro que lhe dei me ia pesar na carteira e não me ia trazer conforto nenhum.

Assim que entrei em casa deixei sair tudo.
Porque me custa ver os idosos maltratados.
Porque há coisas que eu não entendo.

*
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Sexta-feira

Ideias Luminosas!... Ou Não!


Para responder a uma pergunta gentil que me fizeram, e sem entrar em grandes e enfastiantes detalhes sobre a minha actual situação profissional (que está para lá de boa, mas que me absorve o tempo todo), explico que me deparo com uma grave crise de inspiração. Talvez a maior de sempre.

As minhas palavras parecem esgotar-se no trabalho e quando chego ao fim do dia, já não me sobram frases para aqui colocar!

Para não maçar os leitores com ideias parvas e conversa de encher chouriços, mais vale esperar que a onda passe e que a inspiração e vontade de escrever regressem ao seu habitual estado de graça!

Nunca fui uma pessoa muito constante e este registo virtual não é mais do que o reflexo da minha personalidade. Por isso, também ele é um pouco volátil.

São coisas!

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Segunda-feira

I Can Do...

Imagem obviamente tirada da Net


Ora eu adoro desafios!
A primeira etapa foi cumprida hoje. Amanhã há mais.
Pressinto que me vai dar muito gozo. E talvez algumas noites mal dormidas, mas se o resultado for aquele que antecipo, vai valer a pena!

É espantoso o poder renovador de um bom desafio.

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Quinta-feira

Consegui!


Acabei um dos projectos mais ambiciosos a que já deitei as mãos!

Nunca estive tanto tempo de volta do mesmo livro e nunca um livro me deu tantas dores de cabeça - e não estou a falar em sentido figurado, de arrepios, náuseas e pesadelos, tive de tudo ao longo destas 450 maravilhosas páginas. Agora que acabou já sabe bem dizer que foram maravilhosas, mas enquanto estava a trabalhar pareciam-me apenas intermináveis, pesadas, cruéis e difícies de digerir.

Estou orgulhosa, feliz e um bocadinho, um nadinha, deslumbrada com a minha pessoa! Apesar de tudo, saí-me muito bem e fiz um bom trabalho! Palminhas para mim!

Agora, vou poder voltar a almoçar com as amigas, passear com o Nuno, ir ao ginásio, ler os trezentos livros que gostaria de ler, ir ao cinema e tudo o resto que recheia a vida das pessoas normais sem pensar que estou a roubar tempo ao trabalho.

Pelo menos até segunda-feira!

Por isso, estou oficialmente de fim-de-semana!
Sim, o meu fds começa à quinta-feira!!

Yeahhhh!

*
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Segunda-feira

Homem Alado...


Eu adoro representações de anjos.

Desde que não sejam ícones religiosos óbvios.
Gosto de representações despretensiosas destas magníficas criaturas aladas, sem as ligar necessariamente ao mundo da religião.
E não gosto de querubins gordinhos com os cabelos aos caracóis. Ou lisos. Ou carecas!
Dito isto...

Esta deve ser uma das esculturas mais bonitas que já vi.
Tenho a sorte de a ter no centro de Braga e por isso passo por ela imensas vezes.

Quando convivemos de perto com as coisas e elas se tornam mais familiares aos nossos olhos, perdem um pouco o encanto, a surpresa, deixam de nos arrebatar. Sinto isso em relação a algumas coisas que as pessoas que visitam Braga pela primeira vez sentem - e Braga é uma cidade linda. Aposto que os habitantes de Barcelona não sustêm a respiração de cada vez que olham para a Sagrada Família e que os Egípcios não tiram fotografias a segurar na Esfinge... porque as coisas tornam-se habituais, estão sempre lá.

Pois quando passo por este anjo não consigo evitar olhar para ele com um sentimento de quase paixão.
Dá-me pena vê-lo à chuva. Vê-lo ao sol. E dá-me pena vê-lo cheio de teias de aranha. Se bem que estas últimas até lhe ficam bem... E sempre lhe fazem companhia.

Olho para ele como se fosse um anjo caído em desgraça que contempla com resignação aquilo em que a sua vida se transformou. Um homem alado imortal condenado a ficar para sempre numa cadeira de ferro enferrujado, a olhar para os pobres e insignificantes mortais que passam na rua sem dar por ele...

É por isso que quando abrando o passo e olho para o rosto dele, o admiro e invejo as suas asas, juro que o vejo a sorrir de volta para mim...
E o meu dia, ou noite, fica instantaneamente mais brilhante!

*
*

I Hate Mondays



E está tudo dito...
*
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Sexta-feira

Porque Começar Bem é Preciso

Perguntaram-me de onde tinha surgido o nome do blogue. Porque é uma frase com uma estrutura invulgar e porque suscitava alguma curiosidade.
E engraçado que agora que penso nisso, não acho que suscite uma curiosidade extraordinária. Pelo menos não mais do que qualquer outro nome.

Gostava de dizer que me lembrei dele porque me sentia inspirada ou porque só poderia ser este o nome do blog, mas não. Quando comecei a criar este cantinho esquizofrénico, tive de preencher, naturalmente, o campo de "Título do blog". Não estava com a veia poética muito inchada e vai daí, enquanto dava voltas ao miolo para ver se me lembrava de um nome engraçado, que tivesse que ver comigo e que não fosse inteiramente estapafúrdio, olhei para um quadro onde tenho uma série de "tralhas" afixadas. (Ou asfixiadas, como dizia o outro!!) Uma delas é um postal ternurento onde um menino oferecia um coração a uma menina com as palavras "começar bem é preciso" por baixo.

Sempre achei aquele postal bonito (acho que é na verdade um cartão de uma loja de flores) e guardei-o, afixei-o no meu quadro.
E não foi tarde, nem cedo.
Ficou Começar Bem é Preciso.
Porque acho de verdade que quando as coisas começam bem têm mais hipóteses de resultar, de ser bem sucedidas.

E os nomes dos vossos cantinhos? Como é que surgiram?
;)

*
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Terça-feira

Entreter as Amigas!

Imagem tirada da Net



Hoje ao almoço, gozaram comigo à força toda porque eu não sabia que o onze de Junho não era um feriado fixo.
De facto não tenho grande memória de em Junho haver dois feriados seguidos, mas também nunca liguei muito a isso.

- Ahh! Não vês que dia 11 é dia de Corpo de Deus!!
- Então e no ano que vem Deus não tem corpo?!!

Riram-se as duas como se fossem umas malucas e eu fico feliz por poder proporcionar estes momentos de diversão!
A minha ignorância no que toca a datas religiosas é de facto gritante. Assumo!

E pronto, parece que para o ano que vem o país não pára durante quase uma semana! Sim, porque feriados à quarta e quinta é do melhor que há.

Pelo menos para quem trabalha fora de casa. Que não é o caso!!

Então, bons feriados para todos, sim?!

*
*

O Que os Olhos Não Vêem...




Às vezes é complicado pensar naquilo que somos e no que os outros vêem em nós.

Uma das maiores surpresas que tive na vida deu-se quando uma antiga colega de trabalho me disse:
"Porque tu tens a mania que tens sempre razão e que és mais esperta que os outros."

Nós não nos conhecíamos muito bem e estávamos a discutir sobre qualquer coisa de que já me esqueci, mas o raio desta frase ficou comigo para sempre.
Porque eu não tenho sempre razão, aliás são mais as vezes em que estou errada e nunca me achei mais esperta que ninguém. E digo isto com toda a sinceridade. Nunca me vi assim. Nunca achei que fosse essa a imagem que transmitia aos outros. E fiquei magoada com aquelas palavras, que nem sequer vieram de uma pessoa amiga.

E claro, pus-me a pensar...
Como é que eu gostava que as pessoas me vissem? O que gostava que pensassem de mim?
Todos nós gostaríamos que toda a gente pensasse o melhor de nós, que todos gostassem de nós e nos achassem o máximo...
E pensei... matutei...
A única conclusão a que consegui chegar é que se as pessoas não me entendem como sou ou se interpretam mal as minhas palavras, acções ou intenções, não há nada que possa, deva ou queira fazer. Cada um é livre de pensar o que quiser. Se há uma coisa que é realmente nossa, em que mais ninguém pode mandar é nos nossos pensamentos.

Por isso se A ou B acharem que sou uma grande idiota, olha, paciência!
Se alguém achar que tenho a mania, pois muito bem que ache...

Não fico propriamente contente, porque gostava que me vissem por aquilo que realmente sou, mas não vou cortar os pulsos por causa disso.
Eu vivo bem com a pessoa que sou. E se eu não fosse eu e me conhecesse em qualquer altura da vida, acho que seria uma grande amiga minha!

Li isto num livro de uma autora a que normalmente nem acho muita piada, mas esta parte quase me assustou, porque achei que ela estava a falar de mim...
Porque é assim que me vejo:


"Não cresceste assim tanto, o tempo apenas te amadureceu no que foi estritamente necessário e ensinou-te que, a partir de uma certa idade, as pessoas deixam de ter idade, passam a ter competências. E a tua é a de seres uma pessoas involuntariamente feliz, que se diverte com tudo porque não tem nada a perder e porque, no fundo, não quer mais do que ser feliz e fazer felizes aqueles que ama. Tu não complicas, não empreendes, não te assustas, não te baralhas e quando te perdes, é de propósito. Imagino-te sempre como agora e tenho quase a certeza que nunca envelhecerás, porque guardas o segredo da felicidade: viver um dia atrás do outro, sem pedir mais ao mundo do que paz, alegria e, de preferência, um bom champanhe. "

in Vou Contar-te Um Segredo, Margarida Rebelo Pinto.


De modos que é isto.
E como aquele anúncio fabuloso do leite: Eu amo-me, adoro-me e não posso mais viver sem mim!!

*
*

Segunda-feira

O Homem Mais Bonito do Mundo! (ou de como nos apetece fazer de conta que estamos num anúncio da Herbal Essences e gritar: sim! sim!..)

Hmm, hmm... com licença...


Pois muito bem...
Até nem é meu costume andar a comentar os maridos das outras em público, mas desta vez tenho de abrir uma excepção...
Sem querer ferir susceptibilidades, tenho uma coisa para dizer...

Aqueles senhores (e senhoras tenho certeza) que elegeram o Hugh Jackman como o homem mais sexy do mundo (há milénios, já sei, mas só agora é que me apeteceu falar disto, que eu cá não gosto de falar daquilo que toda a gente fala, ao mesmo tempo que toda a gente o faz, e estas coisas são sempre pertinentes!!) tinham carradas de razão!! Paletes, contentores, petroleiros de razão...

Senão vejamos:



Versão rapazinho descontraído, barba de dois dias, cabelo curto...

Ou então:



Com fato de gangster, cabelo ainda curto...

Mas se olharmos para isto:

Noooooossa!!

É que o homem é bonito de toda a maneira e feitio!

Ou não é?

Fui ver o Wolverine ao cinema e adorei!
Gosto dos heróis da Marvel e acho que foi o filme com mais homens bonitos por metro quadrado que já vi!!





Apetece dizer: pronto, bebé, não uives mais à lua, há-de arranjar-se por aí um miminho para ti!! Tem mas é cuidado com as naifas!!

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Psst! Ó Senhor Pedro!! Sim, o Senhor...

Isto parece céu de Junho? Não.
Cheira a Junho? Não.
Está frio como o catano? Está.
Então, caneco, como é?






Venho aqui fazer uma denúncia!!
Porque o que é de mais já parece mal!

O São Pedro, está a comportar-se como muitos funcionários em fim de carreira. Está acomodado ao posto, deixou de ter brio no trabalho que faz e faz ouvidos de mercador às vozes que se insurgem contra a falta de qualidade do serviço que tem vindo a prestar!

Não se admite que um trabalhador com quase dois mil anos de experiência meta o pé na poça com a frequência com que o Senhor Pedro tem metido ultimamente! Ele é chuva em Agosto, calor em Outubro, um fogo abrasador em Março e mais chuva em Junho!

Desculpe lá, ó senhor! Isso é o quê? Está a ficar caquético? Ou anda só a gozar connosco?
É que tenha lá paciência!
O outro senhor confiou-lhe a chave dos portões e o controlo da águinha não foi para andar a fazer este bonito serviço!

Veja lá mas é se ganha um bocado de tino e volta a pôr as estações do ano como elas eram antigamente. Pelo menos uma pessoa sabia com o que podia contar!
Caso não se lembre é assim:
Calor no verão, tempo assim assim no outono e na primavera e frio no inverno.

Mai nada!
Deixe-se lá de merdas, sáchavor!


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Adenda:

Não, quer dizer. Menos de duas horas depois temos isto:



É que só pode ser provocação!!
Eu entendo isto como uma afronta pessoal!

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Já Nasceu a Eduarda!!




E foi assim que no sábado, dia 6 de Junho, por volta das seis horas, nasceu a nossa Duda!
Ela não queria, estava muito bem instalada, protegida do frio, da chuva e dos beijos das tias chatas!!
É uma menina saudável, comilona e muito querida. Tem um narizinho pequenino, redondinho, lindo! E umas orelhinhas do mais perfeitinho que há! (Tenho fascínio por orelhas e narizes de bebés!!)

Aqui, do lado de fora do seu alojamento com aquaparque, a Eduarda vai encontrar uma família pronta para a inundar de amor, carinho e muitos ensinamentos e uns tios emprestados que já a consideram parte da pandilha!!

Gosto de pensar na vida que a espera, nas coisas que ela tem para aprender, na pureza que reina na sua cabecita de bebé.
Porque na minha maneira de ver as coisas, um bebé é como se fosse uma gigantesca tela em branco, onde cada um de nós, mas especialmente os pais e familiares mais chegados, escrevem os princípios e valores que vão reger a sua vida.
É possível fazer tudo bem. É possível ensinar coisas boas, como a capacidade de amar, a vontade de aprender, a nobreza de carácter, o valor da amizade, a boa educação e mais mil coisas que fazem um ser humano completo. E feliz.

Por enquanto, a Duda ainda se assusta com os espirros, com os movimentos bruscos, ainda fica a olhar fixamente para nós como se estivesse a fazer um esforço para nos ver. O mundo ainda é um borrão indistinto para ela. Ainda está tudo em aberto!

Quando olho para um recém-nascido penso quase sempre duas coisas, e geralmente pela mesma ordem:
- Ai bebé, que não sabes em que mundo te vieste meter!
e depois:
- Não te preocupes que não é assim tão mau!

E não é mesmo. Apesar de todas as injustiças, de toda a violência e de tantas almas atormentadas que vagueiam por aqui, o mundo é um lugar que vale a pena, porque continua a haver amor a espreitar em cada esquina, coisas e pessoas boas. Continua a haver bebés a nascer, que vão crescer, aprender o melhor que a vida tem e equilibarar os pratos da balança.

Quando olho para um bebé, não vejo só a pele rosadinha e os dedos que tentam agarrar o mundo todo de uma vez. Vejo esperança, futuro e mais uma possibilidade de Felicidade. Mais uma oportunidade de criar uma pessoa boa.

Bem-vinda, Eduarda!
Ainda nos vamos divertir muito!!

*
*

Sábado

...



Hoje não foi uma noite boa.
Ou por outra a noite até foi, o acordar é que não teve muito interesse.
Sonhei com o meu avô. Sonhei que andava em casa dele a remodelar tudo, a arranjar um sofá confortável, a mudar as cadeiras e a mesa de sítio, enquanto ele me dizia que assim gostava mais, que assim estava melhor, que dava mais jeito quando se entrava da cozinha, que se eu quisesse até podia renovar o quarto lá de trás para poder lá ficar a dormir.
E estávamos ali os dois entretidos.

O meu avô sempre foi um velhinho muito janota, daqueles que escolhia a cor da gravata de acordo com a ocasião, que cheirava sempre bem e usava boné há tantos anos por cima do cabelo branco e fino que até já tinha o vinco do boné na cabeça.
Contava-nos histórias muito engraçadas, tinha uma gargalhada contagiante, tratava das plantas e flores com uma delicadeza que dava gosto ver e era barra a matemática!

Quando era miúda ia para a escola de autocarro e o meu avô ia trabalhar para o castelo, onde foi jardineiro durante mais de vinte anos. Fazíamos a viagem juntos e era frequente ele dar-me uma nota de vinte escudos - sim, eu sou desse tempo!... - e dizia-me:
- Toma lá, para comeres um bolo!
Aquilo para mim era uma fortuna e muitas vezes não comprava bolo nenhum e guardava o dinheiro, para juntar e comprar outra coisa qualquer.

Mais tarde, quando andava na faculdade e ia a casa ao fim-de-semana, depois de me perguntar como é que estavam a correr os estudos, dava-me uma nota de cinco contos (sim, que o meu avô sempre entendeu bem o valor do dinheiro no tempo) e dizia-me:

- Toma lá, para beberes uma cerveja!
- Ó vô, uma cerveja?!
- Pois, mais vale beberes uma cerveja que um café. Isso é que é um veneno!
- Então e depois de beber a cerveja, quer que lhe traga o troco?!!
- Ai cachopa!!

E era a gargalhada geral.

Quando o meu avô conheceu o Nuno, depois de conversar um bocadinho com ele, disse-me assim:
- Pronto, já tenho mais um neto.
...
E é por isto tudo e muito, muito mais, que quando acordo depois de sonhar com ele e me apercebo que afinal é só nos meus sonhos que ele vive, que me sinto invadida por esta tristeza.
Eu não quis ver o meu avô quando ele estava doente. Não fui capaz. E no dia em que me decidi a ir vê-lo, ele morreu.
Por isso a última imagem que tenho sua é de quando nos despedimos no Natal de 2007; ele estava de pé, agarrado ao corrimão, com o seu fato de três peças, gravata, alfinete de ouro e boné, a dizer-nos adeus, a mim e ao Nuno, a sorrir.
E nesse dia disse: "Tenho a sensação de que nunca mais vou ver o avô".
E não vi.
Porque não o vi no hospital nem durante o funeral. Aquele não era o meu avô.
O meu avô Custódio era aquele senhor janota de fato escuro e gravata vermelha que se despediu de mim com um sorriso, enquanto se esforçava para ficar de pé, só para eu o ver como sempre o vi, um homem forte, grande, extraordinário.
...
Acho que nunca vou deixar de chorar o meu avô.
E para ser sincera, preferia não voltar a sonhar com ele.
É muito mau acordar...

*
*

Sexta-feira

Aiiiii!


Ai p'la minha saúde!!

Hoje estou num daqueles dias estúpidos em que me apetece comer tudo e mais alguma coisa!
Almocei super bem e fiquei satisfeita, mas entretanto já comi quase meio quilo de cerejas, um mini Mars e umas quantas tiras de milho!
E ainda não saciei este apetite. Sim, que isto é apetite, gulodice e não fome.

SOCOOOOOORRO.

Vou acabar por perder a batalha e não tarda nada estou a fazer um bolo de maçã e canela...
Ou uma mousse de chocolate...
Isso é que era!
...
Aii!!

*
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Da Ternura



O sentimento que mais me comove é a ternura.

Aquela ternura que vem no dicionário: ternura s.f. 1 afecto brando e carinhoso; 2 disposição para os sentimentos suaves; 3 meiguice.

Porque faz parte de todos os outros sentimentos genuínos: do amor, da amizade, da compreensão, do respeito.
Nada tem um efeito mais apaziguador que um abraço apertado e ternurento, daqueles em que nem é preciso falar porque só a proximidade entre os corpos, só o sentimento que está implícito já diz tudo.
Quando um dia se avizinha difícil, não há nada mais revigorante que ler:"Mais uma festinha para teres coragem... Já falta pouco. Beijo grande".
Quando uma amiga nos telefona só para dizer que somos capazes de tudo, que não há quem nos derrube, isso é ternura.

Por "sentimento brando" não entendo leve, superficial, mas sim meigo e gentil. Nem sempre me apetece sentir o arrebatamento do amor, a fúria avassaladora da paixão, o fogo ardente do desejo. Às vezes valorizo mais a meiguice, as palavras suaves, os gestos carinhosos que não deixam de ser manifestações de amor de paixão ou de desejo, só que num registo mais calmo, mais sereno, menos avassalador e por isso, acho eu, mais durável.

Os gestos ternos levam-me às lágrimas. Ok, já toda a gente sabe que sou uma chorona de primeira, mas isso não quer dizer que todas as lágrimas tenham o mesmo significado. As lágrimas da ternura são mais de agradecimento do que outra coisa qualquer. Perceber que há quem se preocupe realmente connosco e saber que os nossos afectos são reconhecidos e compensados é uma sensação plena.

E ver que o amor se manifesta das mais variadas formas, nos mais variados registos, mas sempre com a mesma ternura aquece-me o coração e faz com que nunca me sinta sozinha.

Mesmo quando estou horas intermináveis isolada.

Quinta-feira

Ora Bem...

Agora só me apetecia estar aqui de papo para o ar!!



Afinal parece que lá consegui!

Não fazer a directa à moda antiga, porque uma vez que recorri a um mero cafézito, às três da manhã já estava a cair de sono, mas aguentei até às seis.
Dormi até às nove e acabei o livro algures depois da hora de almoço das pessoas normais!

É estranho sentir o meu corpo, que normalmente é bastante resistente, a ceder, a apagar por completo. Queria abrir os olhos e não conseguia, tinha fome e não tinha forças para mastigar, as pernas doíam-me como umas doidas, tinha cãibras nas palmas das mãos e nem sentia os polegares. A traduzir um livro sobre zombies e criaturas não mortas, parecia que estava a escrever sobre mim!! Foi estranho, porque já fiz muitas directas, com mais ou menos incentivo líquido, sempre consegui aguentar bem, mas foram quase todas feitas por diversão, algumas para estudar, mas nenhuma a trabalhar desta maneira.
Às tantas já parecia aquelas avozinhas que vão aprender informática e escrevem uma letrinha de cada vez, e ainda andam à procura das teclas!!
Estava trôpega de todo!

Consegui entregar o livro, fiquei contente com o resultado, mas profundamente descontente, senão zangada mesmo, com o decorrer de todo este processo.

"Porque podias ter acabado o livro antes."

Pois podia. Mas quando me vejo entre escolher uma noite com amigos (o que significa que a manhã a seguir vai para o tecto), um passeio com o Nuno ou uma ida às compras ou ao cinema em detrimento do trabalho, eu que tenho liberdade para o fazer, nunca escolho o trabalho.
Não consigo.
E tenho perfeita consciência que estou a roubar tempo precioso, que mais tarde terei de compensar.

Mas não consigo resistir. E gostava de conseguir.

Eu adoro o que faço, mas a minha vida é muito mais do que isso. O meu trabalho por si só, não me define nem completa como pessoa. E quando tenho uma semana como a última em que não faço literalmente mais nada a não ser trabalhar fico virada do avesso.

E ainda a procissão vai no adro!

Até ao fim de Junho tenho mais dois livros para entregar.
Um deles está quase acabado.
O outro vai ser mais rápido que os anteriores, porque é uma obra infanto-juvenil - logo o nível de linguagem é mais acessível, a estrutura frásica não é tão complexa - e são só 260 páginas!!

Eu tenho mesmo de gostar disto!!

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Só um pequeno esclarecimento a uma certa tagarela que andou aí a mandar bocas sobre o bolo de bolacha e a tarde de maçã que comi ao jantar: Eu até merecia comer o puto do bolo de bolacha inteiro e pelo menos metade da tarte de maçã!! De tão bem que me portei este tempo todo! Além disso, precisava de açúcar para o esforço que se avizinhava, tá?!!
;)

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Segunda-feira

Uma Directa à Moda Antiga!


Vou ficar de olho bem aberto!!


Eu quando digo que faço, faço mesmo. Seja o que for, nem que chovam canivetes!

Assim sendo, informo que vou ficar a pé toda a noite para acabar o meu livrinho (que é espectacular, apesar de ser uma história fantástica que não lembra nem ao diabo) e consequente leitura final!

Sim, fui jantar ao Silva's (mais uma vez!!) com direito a Bolo de bolacha E Tarte de maçã!!
No fim um cafézinho para mandar o João Pestana dar uma curva.

Planeio acabar de manhã, cansadota, mas como sempre muito satisfeita!

Depoise vou dormir e às seis horas, gym com ela!

No fim passo cá para contar como foi!

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I Do It My Way!

... The world's a better place when its upside down!!


Depois de uma semana absolutamente alucinante (que precede outra não tão frenética, mas também muito ocupadita) pus-me a pensar e a pesar os aspectos positivos e negativos da minha maneira de trabalhar.
Normalmente consigo "encaixar" uns livros nos outros, vou jogando com os prazos, distribuo as páginas pelo tempo que tenho contemplando folgas, dias de preguiça e aqueles dias em que depois de um almoço com as amigas simplesmente não apetece trabalhar (ou seja, mais dias de preguiça!!).
Tenho perfeita noção do privilégio que é poder planear assim o trabalho.
A grande maioria das pessoas não o pode fazer, porque simplesmente tem de trabalhar de segunda a sexta das nove às seis e está feito o resultado.

Trabalhar em casa é diferente. E eu já trabalhei fora de casa, por isso sei bem como é. E sei como estou, não no céu, porque não há cá nuvens (neste momento só se for de pó!!) para eu andar a saltitar, mas numa situação muito cómoda.
Porque estou a trabalhar e: ah e tal, estou com fome. Deixa cá ver o que tem o frigorífico! Ah e tal, agora estou é mesmo com calor, deixa cá ir tomar um duchinho. Ah e tal, já agora aproveito para arrumar o armário dos produtos de higiene...
Enfim, tenho liberdade para tudo. Ou quase tudo.

Assim sendo, às vezes o planeamento laboral vai com o caraças...
Os vinte dias úteis transformam-se em quinze, e depois em dez e a páginas tantas penso:
"Então Anita, porque é que não planeaste isto melhor?"

E quando me dizem assim:
"Então se não se importa, em vez de entregar a dia x, entregue por favor a x-8 dias, porque precisamos mesmo da tradução. Sim? Obrigadinha."
E eu que até me importo, porque não foi assim que organizei a coisa (e oito dias é muito tempo, dá para fazer muita pagininha!)levo as mãos à cabeça e volto a pensar:
"Chiça, que devias ter planeado isto melhor!!"

Só que aí reside o busílis da questão: Eu não gosto de planear as coisas em demasia. Gosto de ter uma ideia de como está organizado o meu trabalho, mas não gosto de planear mais nada.

Na minha vida poucas foram as coisas que aconteceram como as tinha planeado, já para nem falar da espantosa ordem com que foram feitas. Nunca achei que existisse um "preceito" para se viver. Do estilo: agora estudas, depois namoras, entretanto arranjas emprego, depois uma casa, depois casas, depois tens filhos, depois tens uma vidinha igual à de toda a gente...
Isto não é mesmo para mim.

Há tempos escrevi este texto que se segue, e continua a fazer todo o sentido, porque a verdade é essa, eu não vivo para amanhã, nem segundo nenhum molde rígido. Vivo para hoje, com tudo de bom e de mau que o hoje me possa trazer e dentro dos padrões do mundo civilizado - não sou pessoa de grandes excentricidades sociais, embora raramente vá com a corrente.
Em termos de trabalho gosto de ter os meus ritmos e até de trabalhar sob pressão.
Já sei que é questionável, que depois há alturas em que me entalo. Mas é assim que eu gosto.
E apesar de não morrer de amores por dias de trabalho com 15 e mais horas, se de vez em quando tiver de o fazer, olha, paciência.
Não gosto, mas também não morro por isso.

E continuo a achar que isto é verdade:

Não consigo entender as pessoas que planeiam tudo até à exaustão. Que não deixam espaço para o imprevisto, para a surpresa, para a espontaneidade.
Não me parece que esteja destinada a viver de acordo com um guião, com um plano traçado por alguma mente brilhante, que um dia se sentou a beber um café e decidiu que toda a gente seria igual, que as vidas obedeceriam a um molde.
Pois...
Como dizia uma amiga, "só as doidas começam a casa pelo telhado".
Eu cá digo que essa é a minha maneira favorita de fazer o que quer que seja!
Com coragem, convicção e uma grande dose de inconsciência, I Do It My Way.


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Quinta-feira

Good Dic!


Sei que estou a trabalhar de mais quando, no meu dicionário on-line favorito, no campo de pesquisa, coloco não a palavra cujo significado quero confirmar, mas o que sei que ela quer dizer!

E percebo que estou perto da insanidade quando vou aos arames com a resposta do desgraçado:

"Word not found in the Dictionary and Encyclopedia. Did you mean: ... "

e o trato como se fosse um ser incompetente com a mania que é génio e que nem sequer responde aos meus insultos!

Eu sei que isto tem cura!

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Terça-feira

O Melhor Amigo do Homem...

Não tenho a menor dúvida que, neste momento, o melhor amigo do Homem (enquanto representante da espécie humana e portanto também o Melhor Amigo da Mulher, principalmente desta formiguinha trabalhadeira que aqui se apresenta) é, nada mais nada menos, que o fabuloso:




É que são estas meias-lecas de comprimidos que me têm mantido de pé e mais ou menos em condições.
E ainda tenho taaantos!
Depois é como diz uma certa tagarela, procuramos um centro de desintoxicação!!

Três vivas para o Voltaren Rapid!
É que até sacarose tem!!

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Quinta-feira

Come Again??

Imagem tirada da net


Então não querem lá ver que 22 anos de esforçada e obviamente prolífica vida académica, não chegam para se aprender a conjugação dos verbos e os graus dos adjectivos?...

-... onde te metestes?
-... amiguissímos?


Desculpe lá, senhora doutora (da mula russa) mas ninguém diz isto.
Muito menos um professor.

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Quarta-feira

Só Tu!!


Alojamento com aquaparque!!

A gargalhada mais sentida do dia!


;)

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Segunda-feira

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E
stou fArta disto.


mEsmo MuitO



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Aquele Brilhozinho nos Olhos

Imagem tirada da Net - infelizmente, que gostaria muito de ter sido eu a tirá-la!



É oficial!
Em todos os sentidos e mais alguns, o nome Nuno Lopes tem uma nova etimologia.
Já tinha esta desconfiança, porque com a graça do Senhor tenho um espécimen cá em casa.
Mas hoje confirmou-se a suspeita, desta vez relativa ao actor homónimo.

Nuno Lopes quer dizer Homem de Verdade. (Homo veritas para os eruditos!)

Sim, estive a ver a xaropada que costuma ser a gala dos Globos de Ouro da Sic.
Sim, gostei de ver que o Nuno Lopes, actor, foi nomeado vencedor na categoria de melhor actor de cinema. (Infelizmente, acho ele ganhou o prémio - que não digo que não seja merecido - devido ao mediatismo que as suas personagens d'Os Contemporâneos têm e não propriamente pelo papel que desempenhou naquele filme em particular.)

Mas mesmo assim, não deixa de ser um reconhecimento de um homem que não é apenas bom actor, mas que é também boa pessoa. (Além de ser bom... comó milho, mas isso são outros quinhentos!!)
Achei o gesto que teve para com o António Feio de uma sensibilidade e humanidade muito bonitas, embora não seja apologista do tão lusitano hábito "agora-que-ele-está-com-os-pés-pá-cova-bora-lá-dar-lhe-um-prémiozito".
Sei que não foi essa a intenção do Nuno Lopes e foi por isso que me deixei comover; fiquei a admirá-lo um bocadinho mais.

Porque o que nós precisamos é de gente humilde, sensível, que não se esquece dos outros e que atravessa a vida com aquele brilhozinho nos olhos.

Way to go, Nuno!
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Sábado

A Nossa Casa é...


onde conseguimos pousar a cabeça e descansar.
Onde por muito caos que nos rodeie nos deixamos invadir por uma estranha paz.

Mesmo que esteja uma confusão.

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Quinta-feira

Ontem Cumpriu-se a Tradição






Apesar de andar "afogada" em trabalho, na noite passada fui jantar com um grupo de amigos.
Não são muitos, mas são os melhores!!

Ontem foi quarta-feira Académica, quarta-feira do Enterro*, ou quarta-feira de Cortejo, como lhe quiserem chamar.
Depois do jantar fomos para o Gatódromo, ver pela 367ª vez (nem sei como é que isto se escreve por extenso!!) o Quim Barreiros, o Tio Quim para os amigos!

Não é pela música, certamente não é pela cerveja, nem sequer pelo ambiente, embora este até nem estivesse mau!
Mas vale tudo pelas gargalhadas, pelas parolices que nos saem da boca para fora quando estamos juntos, pelo prazer de estar com pessoas com quem nos sentimos em casa, que sabemos que nos querem bem e a quem nós queremos da mesma forma.
Pela tradição.

Este ano não éramos muitos, uns porque têm de trabalhar, outros porque estão "extremamente grávidos"!! e outros sei lá porquê...
Mas a verdade é que pode estar toda a gente ou só meia dúzia - neste caso meia dezena - que a diversão é sempre garantida.
Nós até nem fazemos nada de especial, não temos conversas transcendentes (pronto, às vezes até temos e vão sempre parar ao mesmo!!), mas só o facto de estar com os amigos sabe bem; é bom ter sempre uma "frase" ou "expressão da noite", mesmo que seja absolutamente ridícula, idiota até! Aliás quanto mais idiota melhor!!

No dia a seguir é claro que não se trabalha tanto quanto seria desejável, a garganta dói de tanto falar e gritar por cima da música; as bochechas estão doridas de tanto rir e a língua está um nadinha mais seca de tanto vinho verde, mas o saldo é altamente positivo.

Apesar do cansaço do dia seguinte, as baterias ficam bem carregadinhas, os afectos renovam-se e fica sempre a certeza de que assim vale a pena.



* Em Braga não há Queima das Fitas. A malta aqui gosta de ser diferente e faz o Enterro da Gata, que simboliza o ano lectivo.

*
*

Da Boa Educação



Imagem tirada da Net


Eu tenho uma ideia, que até pode parecer disparatada, mas é cá uma coisa que se me enraizou na psique, que a boa educação fica bem a toda a gente e em todo o lado.
Com mais ou menos familiaridade que exista entre as pessoas, com mais ou menos amizade, com mais ou menos delicadeza, a boa educação nunca cai mal.

Ora, ultimamente tenho reparado mais em alguns casos onde a dita boa educação está em falta.

A senhora que nos balneários do ginásio olha com ar enjoado para nós porque estamos à frente do seu cacifo, e em vez de dizer - olhe, não se importa? - Ou - Dá-me licença? - Ou ainda um simples - Posso? - fica especada a olhar para nós a pensar "olha estas magras estúpidas estão à minha frente, deixa lá fazer cara de má para ver se as intimido", é uma senhora mal educada.

O senhor que na aula de Power Jump colocou o trampolim quase por cima da minha garrafa de água só para ficar ao lado da minha queridíssima amiga (por quem ele aparentemente tem uma verdadeira tara!! - anda lá fofa, aguenta-te à bronca!!), é um senhor que embora simpático, não foi bem educado.

Os colegas que decidem que não vale a pena responder a um e-mail (que ao que sei é gratuito e bastante rápido de se enviar) porque partem do princípio que ninguém está a contar com eles e se estiverem, paciência, que a nossa vida não é isto, não estão a ser bem educados.

Aquela pessoa que num dia nos conhece e nos fala como se tivesse muita confiança connosco e que no dia seguinte passa por nós no corredor e parece já não nos conhecer, nem para um "boa tarde", não é uma pessoa bem educada.

Uma pessoa que nos atende como se estivesse a fazer um frete, que não tem um sorriso, uma palavra delicada para nos dirigir, por muito competente que seja e por muito profissional que queira ser, não é uma pessoa educada.

Já nem falo em quem deita lixo ou cospe para o chão, quem come de modo ruidoso e de boca aberta ou quem fala em decibéis que magoam fisicamente os ouvidos alheios, porque nesses casos além de falta de educação, verifica-se também falta de civismo, e era discussão para dar pano para mangas.

Caramba, sou só eu que gosto de ouvir de ouvir um - Desculpe - quando alguém me dá um encontrão sem querer?
Sou só eu que gosto de ouvir o senhor do talho dizer - Obrigado e volte sempre!?

Já sei que toda a gente tem os seus momentos; a senhora do ginásio podia estar chateada porque o dia lhe correu mal; o senhor do Power Jump pode não ter reparado que a minha garrafa estava a marcar um lugar; os colegas podiam não estar para nos aturar; a pessoa que a certa altura decide não nos cumprimentar pode ter percebido que afinal não tem grande afinidade connosco e a pessoa que nos atende pode estar farta de trabalhar, com vontade de ir para casa tratar da sua vidinha.

Mas por muitas desculpas que possam existir, continuo a achar que não é preciso grande esforço para se ser bem educado e ter consideração pelos outros.

Mas se calhar sou só eu...

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Quarta-feira

Etiqueta Com Humor

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Fui comprar uns trapinhos para ir para o gym (que isto de lavar as roupas todos os dias - sim que eu sou lavadinha e não uso roupa a cheirar a esforço físico!! - vai estragando as ditas) e encontrei muita coisa gira.
E cara.

Uma das t-shirts que comprei trazia esta etiqueta fabulosa:





Clicado na foto consegue ler-se melhor!

E depois ainda mais um rasgo de humor:



Achei-lhes tanta piada que comprei para mim e para o Nuno!

É bom saber que ainda há gente bem disposta e criativa no mundo empresarial!
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Terça-feira

Estação Meteorológica


Não sei se alguma vez falei disto, mas tenho um dedo que é praticamente uma estação meteorológica!
Este fabuloso, e quiçá um pouco torto, apêndice é o indicador da minha mão direita.

De cada vez que uma mudança das condições climatéricas está para breve, o sacana do dedo começa a doer-me da ponta da unha até à base. Uma dor interior, nos ossinhos, nas articulações, enfim um drama.
Ora esta dorzita de merda é mais persistente quando o tempo muda para chuva.
O que nos tempos que correm, e uma vez que agora até em Agosto chove, é uma valente bostice.
Se a isto juntarmos o facto de as cerca de oito mil palavras que escrevo por dia (num dia boooom) serem praticamente todas escritas com os dois indicadores e pouco mais (não, não escrevo à dactilógrafa, vai mesmo à preguiçosa!!) estas dores são uma verdadeira pinocada.

Agora, vamos fazer o resumo das actuais condições laborais:

Livro grande comó caraças + prazo quase, quase a dar o berro + chuva lá fora que até dá dó + dor no grande protagonista da escrita (aka indicador direito)

o que é que dá?

Uma vontade de trabalhar que até mete medo!!

E por falar nisso...
*
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Segunda-feira

Breve Apologia da Tristeza

Pôr-do-sol perfeito, na minha praia.

Não sei por que raios é que este texto não aparece, mas é pena. É tão bonito...



Encontrei este texto há mais de dois anos num blog a
que já perdi o rasto.

Só sei que foi publicado por alguém chamado David.
E que me tocou profundamente.
Gostava de o ter escrito.
Sinto-o como se fosse meu.
Sem dramas...


"Há pessoas que não sabem estar tristes. Pessoas que têm
medo da tristeza como se ela fosse uma doença.
Pessoas
que não sabem que é normal estar triste e que às vezes
até faz bem.
Porque todos nós temos motivos diários
para estar tristes.
Precisamos tanto da Madame Tristesse,
como precisamos da Madame Alegria.

Para mim ela sempre foi a amante perfeita. Quando
parto não se ofende e quando volto não faz perguntas.
É minha amiga e foi muitas vezes a minha única companhia.
Conhece-me como poucos e é de uma paciência infinita.
Já me viu na intimidade, chorou comigo.
Nunca me
negou um beijo ou um abraço. Sempre que eu precisei dela,
estava lá.
A amante perfeita.

Por isso, quando me virem um pouco melancólico e de
poucas falas, não me perguntem o que é que se passa,
ou o que é que tens.
É que às vezes preciso de namorar
um pouco com a tristeza, entregar-me a ela.

Não se preocupem. Não ficarei para sempre nos seus braços.
Sei demasiado bem que quem insiste em servir-se várias vezes
da angústia como se esta fosse uma panela de sopa, acaba
sempre por ficar com fome no coração.
"




Para dizer a verdade, o sentimento que me domina
ultimamente não é bem tristeza.

É cansaço. Um cansaço profundo, pesado, que me faz
olhar para o que me rodeia com olhos vidrados,
com os ombros curvados e o corpo dorido.


Quando ando mais cansada fico com a sensibilidade
à flor da pele. Tudo me comove, tudo me faz chorar.
Tudo provoca em mim torrentes de emoção.


Foi por isso que hoje, ao encontrar este texto perdido
por entre os meus papéis, me deixei emocionar novamente,
me senti mais uma vez tocada pela sensação de tristeza calma
que ele transmite.

Sem dramas...
*
*


Domingo

Genial! As Always!!





E neste momento assenta-me como uma luva!!
Vá, menos a parte da mão na braguilha e das mulheres nuas!!

E logo à noite há mais Contemporâneos!!
Yeiiiii!!
*
*

Sábado

Ahhhhhh!


Ó pá, não resisti!

Vi esta imagem enquanto andava a pesquisar sobre preservativos (para trabalho, senhores e senhoras, para trabalho!!) e não resisti!!

Achei-a genial!
Só pode ter sido feita por um homem com uma dose de auto-estima muito grande!!
E se calhar com uma pila pequena!!
*
*

Sexta-feira

Esclarecimentos à Nação - I

Sem querer ser presunçosa, mas já sendo, dirijo estas palavras a quem interessar (ou a quem a carapuça servir):

A segunda pessoa do singular do pretérito perfeito, vamos supor, do verbo Chegar é,

Chegaste...

Ora bem:
Eu cheguei
Tu chegaste

Então por que razão tanta gente diz "chegastes"?
É que quando é dito a brincar é uma coisa, mas quando é a sério e se ouve na televisão, é outra.
Podia ser confusão com a segunda pessoa, mas do plural, que se conjuga

Vós chegastes

mas não me parece que na maior parte dos casos o tratamento entre os interlocutores seja feito desta forma.


Vamos todos repetir:

Eu cheguei
Tu chegaste

Eu comi
Tu comeste

Eu resmunguei
Tu resmungaste


De nada. Sempre às ordens.
*
*

Quinta-feira

Oito Coisas Simples...

Às vezes, as coisas simples são as mais bonitas, mais surpreendentes, mais apaixonantes...


A Mariinha ofereceu-me um prémio todo posh e desafiou-me a escrever cinco coisas que adoro na minha vida e porquê.

Não estou com muita vontade de fazer grandes reflexões, ando tão cansada que por vezes até pensar me custa (e isso em mim é grave!!), por isso vou enumerar não cinco, mas oito coisas que me fazem bem.

Por muito simples e/ou ridículas que sejam.

Porque nós não somos feitos apenas de sentimentos profundos e complexos. Somos sim, uma mistura (que se espera equilibrada) de todos os pequenos e grandes detalhes que fazem um ser humano. Com defeitos, virtudes, manias e por aí em diante...

  1. Gosto da cor verde. Não tem nada que ver com clubites (embora coincida com a minha preferência), mas sim com o facto de ser uma cor que me acalma. Adoro olhar para uma seara de trigo e para as árvores cheias de folhas renovadas, quando começa a primavera. Gosto de me deitar em cima da relva e de rebolar sem pudor por uma colina abaixo.
  2. Gosto de sonhar acordada. Faço grandes filmes na minha cabeça. Sobre tudo e sobre nada. Invento personagens, histórias, locais. Tudo. É a minha estratégia favorita para aqueles momentos antes de adormecer. Sou capaz de andar com a mesma história na cabeça durante semanas e vou ao ponto de decorar completamente as casas onde as personagens vivem. Eu sei que isto tem cura!!
  3. Adoro comer pão com imenso conduto. Ou seja, em vez de comer pão com queijo... gosto de comer queijo com pão! Quem diz queijo diz manteiga, fiambre, tulicreme, and so on and so forth... Já sei que faz mal, que é idiota, mas eu gosto!!
  4. Gosto de ter tempo para cozinhar. Prefiro fazer uma lasanha, um bacalhau com natas ou uma feijoada do que grelhar um bife e cozer arroz. Não gosto da cozinha rápida. Se tiver tempo consigo inventar muito mais, modificar receitas, experimentar condimentos... E confeccionar doces então nem se fala! Mas é melhor não entrarmos por aí!!
  5. Adoro passear sem destino. Entrar no carro e começar logo por decidir: para a esquerda ou para a direita? Depois é só manter o espírito aventureiro alerta. Já encontrámos lugares maravilhosos com este sistema. O pior é que depois não conseguimos lá voltar (porque nunca anotamos as direcções)!!
  6. Perco-me a ler. A minha vida não faria qualquer sentido sem os livros. Mesmo que não fosse o meu trabalho, não consigo imaginar-me a não ler. É por isso que se me crispam os pelinhos todos que tenho no corpo quando ouço alguém dizer que não gosta de ler, ou que nunca leu um livro até ao fim. Grrrr!
  7. Tenho uma mania com o algarismo oito. Nasci a oito do oito. Quando estive no hospital (onde o meu coração parou duas vezes) a minha cama era a número oito. Casei no único sábado daquele mês que tinha um oito. Fiz questão de trocar de alianças quando fizémos oito anos de casamento. Tenho tatuado um oito estilizado. Quando escolhi os números de telemóvel, escolhi os que tinham mais oitos. Quando me pedem para escolher um número, seja para o Euromilhões ou para um truque qualquer, escolho sempre o oito, o dezoito e por aí fora... Só não gosto do chuveiro número oito do ginásio porque é mais pequeno que os outros!!
  8. Amo de paixão a minha vida. Porque se me sentar e pensar um bocadinho (está difícil, mas não é impossível!) vejo que já percorri um grande caminho. Já alcancei muita coisa. Estou onde sempre quis estar. Tenho ao meu lado o homem que a determinada altura decidi que queria ter para sempre (e tive a sorte de ele me querer a mim também, claro!! It takes two to tango!!). Sei que mereço tudo isto e muito mais. Sei o meu valor. Todas as coisas boas que me estão reservadas são inteiramente merecidas. Não tenho medida para o amor que dou. Não dou nada a pensar que vou receber algo em troca. Tenho algumas mágoas, mas elas só serviram para me trazer até aqui. Ajudaram-me a crescer. E a ser feliz. Cansada, mas feliz.
Podia enumerar mais umas quantas, isto só custa a engrenar, depois é sempre a abrir! Mas fica para a próxima.

Agora, o que me apetece mesmo é ir dormir... mas ainda não posso.
Só mais um bocadinho.
*
*

Quarta-feira

Eleven Days and Counting Down...

Giant Book - Imagem tirada da Net

Eu já sabia que este dia ia chegar.

Até avisei há uns tempos que dentro de algumas semanas me ia apetecer cortar os pulsos!

Adiei, passei um livro menos exigente à frente deste - que é muito mais difícil (mal feito, Aninhas, muito mal feito) - parei quase uma semana porque estava mal dos ombros e mais não sei o quê; fiz trinta por uma linha para evitar encarar este touro de frente (que é o que normalmente faço)...

Mas o inevitável é isso mesmo - inevitável.
E por muitas voltas que lhe dê, a realidade é apenas uma:

É uma porra de um livro difícil, grande, num registo de linguagem que não me agrada por aí além, com demasiado sangue e brutalidade à mistura, mas continua a ser um bom desafio. E um compromisso que assumi.

É verdade que o senhor escusava de escrever tanto - quatrocentas e cinquenta páginas é muita palavra (e metade delas são asneiras do piorio!) - as duzentas e pouco que tenho traduzidas chegavam perfeitamente para entreter o leitor!! Mas as coisas são como são.

Quem me conhece sabe que adoro o meu trabalho, que dificilmente me sentiria tão realizada a fazer qualquer outra coisa (se bem que a decoração de interiores e a fotografia me apelem cada vez mais!!), mas há dias em que, com toda a sinceridade, acordo de manhã e penso "Ó pá, outra vez não! Não me apetece trabalhar outra vez naquele livro."

E atenção, não quero com isto dizer que o livro não seja bom, que a história seja desinteressante. Muito pelo contrário. É até uma sátira muito pertinente à nossa sociedade consumista, implacável e (quase) desprovida de escrúpulos.
Mas é difícil. Não é literatura de meninos! (Ou de meninas - coisa que me aborrece quase tanto quanto estes contos duros e cruéis.)
É difícil. E trabalhoso.

Por isso, o melhor é deixar-me de merdas, e meter mãos ao trabalho para ver se me vejo livre disto. Tenho onze dias. And counting down...

E uma coisa é certa: se consigo fazer isto, consigo fazer qualquer coisa.
Bring it on!
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Terça-feira

A Ternura de Quem Anda Connosco ao Colo...

Esta foto é uma ternura! Foi-me enviada por uma colega de trabalho (acho que se pode chamar assim!)

É a coisa mais reconfortante do mundo saber que temos quem ande connosco ao colo quando alguma coisa não está bem ou quando os tempos são menos fáceis.
É bom sentir que a pessoa que mais amamos no mundo se preocupa e faz os possíveis para nos proteger e ajudar. Com um sorriso.
O mimo nunca é exagerado. Nunca é de mais. Sabe tão bem...
Cura tudo.
E faz sorrir.
*
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Segunda-feira

De Sempre


Ontem, em incontáveis ocasiões, voltei a apaixonar-me pelo mesmo homem de sempre.
Por tudo.
Porque continua a valer a pena.
Porque sim.
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Quinta-feira

Cai-me Sempre Em Cima...

Imagem tirada da Net... infelizmente



No domingo de Páscoa, bem, para dizer a verdade, no final do domingo de Páscoa, depois de ter comido doces e afins como se o mundo fosse acabar durante a madrugada, tomei uma decisão.
Secretamente, sem fazer alarde, sem apregoar aos sete ventos.
Foi um compromisso feito de mim para mim.
Não porque tivesse medo de falhar aos olhos dos outros e ser forçada a admitir a derrota, mas porque achei que era uma coisa tão pessoal, tão séria, que era só minha.

[...]

Foram inúmeras as vezes em que trocei (que é a palavra bonita quando se quer dizer que se gozou à fartazana com alguém) de uma amiga que num certo lanche anunciou:

- Hoje apetece-me perder a cabeça.

Eu e a outra amiga ficámos expectantes. Ela ia cometer uma loucura e comer qualquer coisa hiper-calórica, cheia de creme e açúcar...
Qual não foi o nosso espanto quando ela pede à funcionária do café:

- Quero um croissant simples, por favor.

Tadinha, o gozo que levou, as gargalhadas que provocou esta atitude "radical", insana mesmo!

[...]

Pois é, cospes para o ar e acaba sempre por te cair em cima.

Já sei que não é uma imagem bonita, mas gozar com a nossa melhor amiga também não é das coisas mais bonitas que se pode fazer.

[...]

No final do domingo de Páscoa decidi que não ia comer mais doces.
Bolos, sobremesas, chocolates, bolachas, pudins, gelados... enfim, decidi prescindir da melhor parte da minha alimentação e começar a comer como uma pessoa crescida, consciente e saudável.

E agora, tudo o que me apetece dizer é:

- Quero um croissant simples, por favor.

*
*
Ah! E devo dizer que depois do desespero inicial, já não penso em doces a toda a hora e estou a cumprir a minha decisão.
Eu quando quero sou assim, valente!
*
*

Vais Gostar, Vais Ver...



Olá Eduarda!

Espero que a tua viagem seja curta e pouco acidentada.
Eu se fosse a ti não demorava muito a chegar, porque estamos todos muito curiosos para te conhecer e a mamã já está a ficar um bocadinho cansada...

Já sei que estás aí muito bem, que está quentinho, que a mamã te protege e te dá tudo o que precisas!
Mas, apesar do que dizem os cínicos, este mundo é uma coisa fantástica. Está cheio de pessoas boas e às vezes até é possível sentir o amor que anda mesmo no ar!
E depois de chegares, ele ainda vai ficar melhor.
Vais ter uma cambada de tios e tias, meios doidos, é certo, mas que mesmo sem te conhecerem já te consideram parte da família.

Vais gostar, vais ver.

Vá lá, porta-te bem, sê uma boa menina e anda conhecer os tios!
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Quarta-feira

Eloquência Ébria!



Entrei na farmácia. Nove da noite.

Ao balcão está um casal de cerca de trinta anos, razoavelmente bem vestidos, de óculos de sol na cara e... com um fedor a álcool que não se podia.
A mulher está a tramelar qualquer coisa sobre como aquela pílula não precisa de receita médica, como tem uma carta urgente do médico e mais não sei o quê. O homem manda-a calar com um Shiiu prolongado.

As senhoras da farmácia iam atendendo os clientes que lá estavam e até eu, que cheguei depois do dito casal, fui atendida. Pareciam estar a ignorá-los deliberadamente, como se eles estivessem envoltos numa bolha que os tornava invisíveis, ou então estavam só à espera da polícia.

Entre resmunguices e incoerências, eis que a mulher, bêbeda mas eloquente, vomita a frase da noite:

- Isto não é assim, as consequências vão ter repercussões.

Ah pois é, meus amigos, o que é que vocês pensam? Que lá por estar bêbada e possivelmente pedrada não sabe falar? Que é uma iliterada qualquer?
Não senhor, para quem não sabia, aqui ficam as novidades em primeira mão:
Todas as consequências têm repercussões. Assim como todos os motivos têm uma razão, todo o sofrimento têm mágoa e todos os alcoólatras têm naturalmente um beberrão dentro de si.


E enquanto eu mordia o lábio inferior para não me escangalhar a rir, a actividade nocturna da farmácia foi prosseguindo sem interrupções.
Só não sei o que aconteceu ao casal, mas hoje devem estar cá com uma dor de cabeça...
*
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Não sei se vou conseguir manter-me afastada daqui! Depois estas coisas acontecem e são boas de mais para não partilhar!!
*
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Terça-feira

Quando a Cabeça Não Tem Juízo...

Imagem tirada da Net



Ora bem...
Tinha pensado em trabalhar non-stop até acabar o livro.
Estava determinada a fazê-lo!

Mas eis senão quando ontem de manhã, numa aula de Yoga, ao fazer uma espectacular postura chamada "invertida", dei um jeito aos ombros e pescoço e agora mal consigo mexer a cabeça.
E eu até faço aquilo bastante bem, não tenho medo de cair, costumo aguentar bem a pressão que exerce nos ombros e no pescoço... mas não desta vez. De uma impressão passou para uma dor leve, de uma dor leve para uma moinha aborrecida.

Por isso, custa-me imenso olhar para baixo, e escrever - como estou a fazer agora - é extremamente cansativo e doloroso.
Assim sendo, vou enfrascar-me de comprimidos, esticar-me no sofá e esperar que passe.

E assim se protela a entrega de um livro...
*
*

PS - Já tinha saudades de aqui vir! Isto entranha-se...
*
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Quinta-feira

À La Recherche du Temps Perdu




É com alguma tristeza no coração que informo os meus leitores (sim, os dois que me visitam diariamente!) que nos próximos dez dias vou hibernar.
Quem diz dez, diz doze! (Que espectacular aliteração!)

Não me vai acontecer nada de especial, além do facto de ir trabalhar para compensar le temps perdu.
O meu livro está atrasado e, na fase em que está, precisa de bastante dedicação.

Sendo assim (e uma vez que este inesgotável mundo virtual me consome cada vez mais tempo e me entusiasma mais) vou fazer de conta que estou de férias e aproveitar para... trabalhar.

A verdade é que nunca pensei que a blogosfera fosse tão envolvente. Está perto de ser um vício, está de certa forma a sobrepôr-se às minha obrigações enquanto trabalhadora independente. Tenho completa isenção de horários de trabalho, não tenho mapas de produtividade, sou absoluta e completamente senhora do meu tempo - com tudo de bom e mau que essa condição acarreta - e ultimamente não ando a aplicar o meu tempo da melhor maneira.

Por isso, como se aconselha em todos os vícios, vou passar por um cold turkey period.
Vou concentrar-me no livro que tenho em mãos, que não é pêra doce e já devia estar acabado.

Não terei muito tempo para passar nos espaços onde tanta vez me encanto, por isso, não pensem que morri ou que me fartei de vos ler. Vou só fazer uma breve pausa.

Não se preocupem os fiéis leitores (nenhum dos dois) que eu volto.
Volto mais contentinha, realizada e orgulhosa.
Com mais tempo.
E de bem com a vida.

Depois pomos a conversa em dia!
Até breve!

*
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Quarta-feira

Quentes e Boas !


Quentes e boas!
Quando vi o título ainda pensei que tivesse qualquer coisa que ver com castanhas assadas!!
Mas, após cuidadosa análise, constatei que não!

A Ana C. congeminou mais um desafio catita!
São 13 perguntas um pouco mais intimistas, mas igualmente boas de responder.

Ora cá vai!



1 - Qual a música que te dá vontade de fazer amor como se não houvesse amanhã?

Body Rockers - I Like The Way You Move

2 - Qual a música que te dá vontade de meteres prego a fundo quando conduzes?
This may come as a surprise but... eu não conduzo!! Um dia explico melhor!

3- A tua primeira vez foi boa, assim-assim, ou mázinha?
Emocionalmente foi do melhor que podia ser.
Fisicamente foi tão fraquinha, mas tão fraquinha... que não lhe augurei grande futuro! Devo ser bruxa!

4 - Para onde é que olhas logo quando conheces alguém?
Bem, podia dizer: Olho para os olhos porque são o espelho da alma...

Mas não, sou extremamente fútil nesse aspecto!
Olho para o rosto, para a cor dos olhos, para a forma dos lábios, para o cabelo, para o torso, para o rabo (se tiver oportunidade) e para o estado da roupa. Não exactamente para a roupa em si, mas se houver nódoas, borbotos ou buracos, são uns pontitos a menos!!

5 - O que é que ele/ela tem que fazer para que lhe saltes automaticamente para a espinha? Isto não ficou muito bonito, para que lhe caias nos braços, fica melhor.
Basta ser verdadeiramente sedutor e dar-me beijos nos sítios certos.

6 - Qual a coisa mais romântica que já te fizeram?
A coisa mais romântica que me podem fazer é fazerem-me as vontades. Sou extremamente mimada.
Um dia destes disse ao Nuno que me estava a apetecer massa instantânea da Knorr. Ele que me trouxesse um pacote ao vir para casa.
Chegou a casa com oito pacotes de todas as variedades de massa e um brigadeiro de chocolate!
Há lá coisa mais romântica que isto?!!

7 - Qual foi a coisa mais idiota que já fizeste sob o efeito do álcool?
Apanhei uma bebedeira tão grande de aguardente transmontana que fui todo caminho para casa a tremer de frio e agarrada às paredes a fazer perguntas idiotas. No dia seguinte devia ir para casa e não estava em condições. Liguei à minha mãe a dizer-lhe que tinha comido um bolo com chantily estragado!

8 - O que é que é "música para os teus ouvidos"?
No fim de uma refeição:
"E agora, mousse de chocolate, tarte de maçã ou bolo de bolacha?"

9 - Já alguma vez foste o(a) verdadeiro(a) sacana para alguém? Já despedaçaste algum coração em mil pedaços?
Já, várias vezes. E não me orgulho particularmente disso.

10 - Deixas o carro chegar ao fim da reserva, ou vais logo abastecer assim que entra na dita cuja?
É o Nuno que trata dessas coisas e às vezes nem chega a entrar na reserva.
O bebé tem de ter muita papinha!!

11 - Vais sempre pelo mesmo caminho, ou já alguma vez tomaste o caminho mais longo para casa?
Normalmente vou pelo caminho mais curto. There´s no place like home!

12 - Qual o maior balde de água fria que já levaste na tua vida?
"O amor que sentia por ti, dei-o a outra."
Aos 17 anos tudo é gravíssimo. Agora já não parece tanto!

13 - O que é que te tira os pés do chão?
Literalmente, andar de avião: adoro!
Metaforicamente, um abraço bem apertado e um beijo longo, quente e com a dose certa de sofreguidão!


Bem!
Foram tão boas que até estou com um certo calor!!
Ana C: estiveste bem!

Agora vou ler as vossas respostas, porque quase toda a gente que conheço foi "intimada" a responder! It's a small world!!

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Terça-feira

Há Coisas Que Não se Explicam




Estava a acabar de me recompor das palavras meigas e profundamente inspiradoras que uma alma sábia e querida fez o favor de me dirigir, quando ao lado da minha janela aterrou esta criatura linda!

Não é preciso dizer mais nada.

A natureza tem maneiras fantásticas de nos surpreender e presentear!

;)

*
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Como Nova...

Adoro o ar simpático desta figura.



Sim, estou como nova!
Não há nada como uma noite bem dormida no fim de um dia repleto de emoções (muitas delas contraditórias).

O corte de cabelo correu benzinho, apesar de ter menos três quilos em cima da carola!
Foi cortar como se não houvesse amanhã.
E já sei que é um grande cliché, mas parece que as mechas de cabelo que caíam no chão levavam com elas as chatices que me andavam a atazanar o juízo.
Há dez anos que não tinha o cabelo tão curto - está um pouco por cima dos ombros (!!) - mas sinto-me muito bem.

De vez em quando faz bem mudar. Em tudo.
No nosso aspecto, na maneira como encaramos alguns aspectos da vida, na forma como olhamos para as pessoas que nos rodeiam...
É tão fácil acomodarmo-nos à vidinha do dia a dia. A fazer tudo igual, a sentir tudo igual.
Quando damos por nós, não há novidade, não há surpresa e os desafios por que antes ansiámos não são mais do que um fardo, uma tarefa a cumprir.
Está mal. Não gosto de sentir as coisas assim.

E como nunca fui de deixar as coisas passarem por mim, detesto o marasmo e a letargia, comecei a semana cheia de vontade de melhorar, de encarar as coisas de frente, sem as adiar, sem arranjar desculpas.
Ainda que o meu começo tenha sido numa terça-feira, que a segunda foi para esquecer.

Hoje acordei às 6 da manhã.
Sei que às 6 da tarde vou estar cansada, mas tenho também a certeza de que estarei com a sensação de dever cumprido e não com a sensação de frustração e apatia que me acompanhou nos últimos dias.
*
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Segunda-feira

Imagem tirada da net



Hoje não é um bom dia.
A puta da insónia, que já não me visitava há algum tempo, decidiu dar um ar da sua graça na noite passada.
Odeio ficar na cama às voltas como se fosse um frango de espeto, sobretudo quando preciso de trabalhar no dia seguinte. E levantar-me não adianta um car@lhinho.

Hoje não me apetece ser simpática, bem educada nem sequer politicamente correcta.
Dói-me o corpo todo, incluindo a cabeça.
Vou andar o dia inteiro a cair de sono, mas se me deito agora, logo à noite tenho o mesmo fado.
Apetece-me insultar meio mundo e mandar o outro meio à merda.

Vou cortar o cabelo.
E comprar umas merdas.
E não, não vou trabalhar, e daí?
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Sábado

Arrepios!


A Mariinha, que tem a Mansarda mais charmosa não só de Lisboa, mas de toda a blogosfera, teve a gentileza de me enviar este prémio!

Obrigada Mariinha, eu é que fiquei arrepiada!

É engraçado pensar que pessoas que não conhecemos pessoalmente lêem as taralhoquices que escrevo e que, vá-se lá saber porquê, lhes encontram algum interesse ou lhes acham alguma piada.
É giro.

Agora, pelos vistos a atribuição deste prémio pressupõe algumas regras. Mas como a maior parte dos cantinhos virtuais que gostaria de premiar já foram contemplados por outras pessoas, vou, mais uma vez, subverter as regras e deixá-lo aqui para quem quiser!

E agora vou fechar a janela, que está aqui uma corrente de ar que até arrepia!!
*
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Sexta-feira

Paraíso?!!

Adão e Eva, maravilhosamente pintados por Rubens


Mandaram-me esta chalaça por mail e achei-lhe piada!

*

Depois de mais um reunião da CE, alguns Ministros resolvem passear pelo
Louvre para "aliviar" o stress.
Param a observar um excelente quadro de Adão e Eva no Paraíso.


Desabafa Angela Merkel:
- Olhem que perfeição de corpos: ela esbelta e delicada, ele com um corpo
atlético, os músculos perfilados... São estereótipos alemães, naturlich.


Sarkosy reage de imediato:
- Non, je crois pas. É evidente o erotismo que se depreende de ambas as
figuras... ela tão feminina... ele tão masculino... sabem que a tentação chegará em breve... Só podem ser franceses.


Abanando a cabeça, Gordon Brown arrisca:
- Of course not! Reparem... a serenidade dos seus rostos, a delicadeza da
pose, a sobriedade do gesto... Só podem ser Ingleses.


Depois de alguns segundos de contemplação, Sócrates exclama:
- NÃO CONCORDO. Reparem bem: não têm roupa, não têm sapatos, não têm casa,
só têm uma maçã para comer... não protestam e ainda pensam que estão no
Paraíso... Não tenham a menor dúvida, são portugueses!


Ah pois é!

É um país de merda, mas foi o que se pôde arranjar.
Certa vez, um professor de história disse na brincadeira:
"Se o pessoal do século XV e XVI não tivesse gasto tanto dinheiro em pedras preciosas e tecidos finos, hoje éramos dos países mais ricos da Europa".

É claro que este professor ainda não conhecia o executivo do senhor Sócrates!

Eu cá estou como o outro, é graças ao terrível governo actual e aos igualmente terríveis governos da última década que os portugueses não vão sentir tanto a crise. Qual crise? Está tudo tão mau quanto antes. Nunca esteve pior? Pois não, mas também nunca esteve melhor.
Aguentemos, portanto.
Se bem que hoje até do governo gosto!! Não tenho de pagar IRS!!)

*
*

Quinta-feira

Chegou o Dia...



Hoje vou entregar a minha declaração de IRS...
Até tenho medo!
Se tenho de entregar mais um tostão ao Estado dá-me um fanico dos grandes.
Cambada de parasitas.
*
*
Adenda!
Afinal parece que não vai correr mal!!
C'mon!!
*
*

Quarta-feira

Depois a Culpa é do Tradutor!



É pá!
Se não sabem fazer as coisas como deve ser, não façam. Ou contratem quem sabe fazer!

Deparei-me com esta pérola da tradução num desmaquilhante para olhos.
Da tradução à translineação, está tudo mal!

Amigos, ao mudar de linha, ninguém separa sílabas!

Não se escreve : resi
stante
Ou "formule", pelo menos, não em português.
Não se diz "permite de eliminar" e muito menos "permite ate os olhos mai
s sensiveis poder utiliza-lo"

Para não falar na completa inexistência de acentuação.

Não! Não!
Tautau no cu dos senhores!

Isto está à venda e para cumprir a lei deve ter uma etiqueta de tradução em português. A lei não está então a ser cumprida, porque isto não é português, nem aqui nem na China!!

Depois a culpa é do tradutor. Ponho a minha mão direita no fogo, que é a que me faz mais falta, em como isto não foi traduzido por uma pessoa com o mínimo conhecimento, e/ou respeito, pela tradução.

Mas este trabalho presta-se muito ao "ah e tal, eu até tenho umas luzes de espanhol/ inglês/francês/ italiano/ russo/ urdu/ mandarim, portanto deixa cá ver que eu faço. Por meia dúzia de palavras é escusado estarmos a pagar a um tradutor armado ao pingarelho".
Pois é sim senhor, é escusado. E o resultado está à vista!

Depois dizem que "traduttori traditori"
Bahh!!
Não se metem a fazer o que não sabem.

Eu não ando a arranjar motores de automóveis, a instalar tectos falsos, nem a fazer experiências com químicos. Porquê? Porque não o sei fazer.
O que sei fazer são traduções.
Por isso, cada macaco no seu galho, cada periquito no seu poleiro!
Certo, senhores dos supermercados? Certo!
*
*

Sábado

Segredos de Beleza!

Foto tirada da Net (naturalmente!)


Ora bem, a Joanissima, que é uma cusca (!!), quer saber os meus sete, sim todos os SETE, segredos de beleza que me acompanham no dia a dia!!

Eu ainda tinha pensado em partilhar apenas três ou quatro, para não ser mázinha, mas não. Parece que tenho de me desbroncar completamente.

Vou já avisando que embora ache que sorrir e ser feliz é meio caminho andado para se ser bonita, se o corpo estiver num caco e o rosto feito num bolo, não há beleza que resista!

Sendo assim, vamos lá a ver coisinhas práticas e potenciadoras da minha estonteante e inigualável beleza natural!

1 - Bezunto-me com tudo o que é cremes. Para o rosto, para os olhos, para as pernas, para o corpo. Para de dia, para de noite e para assim-assim. Se for parecido com chantily e cheirar bem, contem comigo que eu uso. Gosto do acto de mimar a pele e sinto-me mais fofinha no fim. Como neste caso os fins justificam os meios, vamos lá albardar bem o corpinho!

2 - Faço exfoliação ao corpo uma vez por semana e ao rosto faço um peeling levezinho três vezes por semana (temporariamente e por indicação expressa da menina do instituto de... beleza, lá está!!) , seguido naturalmente de muito creme hidratante.

3 - Adoro maquilhar-me, ou como costumo dizer: "pôr uma corzinha no rosto". Gosto de produtos que não sejam pegajosos nem oleosos e bases só aquelas em pó (para contrariar a tendência dos cremes!).

4 - Vou ao ginásio mais ou menos cinco dias por semana. Faço todo o tipo de aulas e um bocadinho de musculação (mas desta gosto menos!). Não o faço por fanatismo, mas porque sinto que estou a melhorar o meu estilo de vida, e obviamente, a supra mencionada beleza avassaladora, quase sobrenatural!

5 - Embora me destrave completamente no que diz respeito aos doces, procuro ter cuidado com a restante alimentação. Bebo muita água, não como fritos, evito carnes vermelhas e enfio todos os vegetais possíveis e imaginários na sopa (assim vai tudo e quase não dou por ela!). Sim que o que comemos também se reflecte no exterior.

6 - Uso dois perfumes há milénios! Um para o Inverno (Dolce e Gabbana) e outro para o Verão (Light Blue... tcham tcham tcham tcham... da Dolce e Gabbana!!) Não consigo usar mais nada, porque estes são os meus cheirinhos. Não há nada melhor que usar um cachecol com aquele aroma doce e quentinho! E se um dia os senhores deixarem de fazer estes dois perfumes dá-me um fanico!

7 - Por último, e para não ser tudo tão prático e factual... Amo muito! Deixo-me apaixonar pelas coisas mais simples sem receio de ser parola (tipo criossants, música, filmes piegas, bons amigos and so on and so forth!!) e não tenho medo de o dizer!

E pronto, cá está a verdade verdadinha. Ainda bem que não eram dez segredos de beleza, senão ia ter de confessar que uso uma cinta elástica dos joelhos até aos sovacos, que aparo o buço todos os dias de manhã e que guardo a dentadura numa emulsão de bicabornato de sódio!

Como se pode constatar, os meus segredos de beleza são simples, indolores, têm patente registada e resultados comprovadíssimos! (Eu hoje estou mesmo com o ego lá em cima!!)
É do sono. Só pode.
Talvez seja boa ideia ir dormir.
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Margaridas



De entre as flores que a Mariinha ofereceu aos seus amigos cibernautas, escolhi as margaridas.
Porque a simpatia e a gentileza devem ser reconhecidas e valorizadas.
Obrigada!
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Sexta-feira

Vidas Difíceis!


Por que motivo uns podem dormir sem remorsos e outros têm de se levantar e trabalhar?
Fica a questão!...
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Quarta-feira

Uma História de Amor



A Ana C. fez-me um desafio delicioso, como só ela poderia fazer.
Consiste em contar uma, a nossa, história de amor.
No meu caso não foi preciso pensar muito.
Sempre me encontrei rodeada de amor, mas A minha história de amor é só uma.
É só minha e não a dou a ninguém.

[...]

Há coisas que acontecem porque têm de acontecer.
Por muitas voltas que a Terra dê, há sempre surpresas que nos estão destinadas e que mais cedo ou mais tarde nos caem no colo.

Quando acabei o secundário queria ir estudar para Coimbra. Por vários motivos que não interessam nem um pouco nesta história, na minha cabeça já tinha organizado os próximos quatro ou cinco anos. Em Coimbra.
Ao preencher a ficha de candidatura ao ensino superior, no meio da galhofa com os meus amigos, enganei-me no código de uma universidade. Mas na altura não dei por nada. Passei o verão feliz da vida porque tinha a certeza inabalável que, com as notas que tinha, ia para a UC.
Chegou-se Outubro e, surpresa das surpresas: não entrei na UC, mas sim na Universidade do Minho.
Do Minho?!!
Say what?
Depois de alguns momentos de perplexidade percebi que tinha entrado precisamente na única faculdade que não tinha escolhido, naquela cujo código tinha trocado com o de outra (ainda hoje estou para saber qual!).
Chorei baba e ranho.
Não conhecia ninguém em Braga, nunca tinha visitado a cidade e era longe de caraças.
Nem consigo descrever a primeira viagem de comboio que fiz até Braga. Dizer que vim todo o caminho a chorar é pouco.
Mas vim.

É claro que estas coisas não acontecem por acaso.

Um mês depois de ter começado as aulas (e já com um grupo de colegas castiços, tão adeptos da borga como eu), fui a uma festa de anos do amigo de um colega de curso.

O aniversariante era um tipo de barbicha à volta do queixo, gorro de lã na cabeça, calças rasgadas nos joelhos e um sorriso desarmante.
Apesar do ar de reguila era mais tímido do que qualquer outro rapaz que já tinha conhecido e, embora o tivesse acabado de conhecer, passei a noite a meter-me com ele.
Não quero alongar-me em detalhes, mas uma semana depois demos um primeiro beijo. Completamente inesperado, muito inconsequente e sem grande ponderação.

Apesar de numa fase inicial não ter pensado muito no que estava a acontecer, a verdade é que me deixei envolver pelo charme daquele tipo divertido, que me fazia rir como ninguém, que estava sempre bem disposto e que depressa se tornou num bom amigo.
O melhor, com o avançar do tempo.

Passámos por todas as experiências juntos. Boas e más.
Como típicos estudantes, andávamos sempre tesos como uns carapaus, mas arranjávamos sempre uns trocos para mais uma tequilla ou um B52's (os meus favoritos na altura!)
Faltávamos às aulas para ficar a dormir, ficávamos a conversar até às seis da manhã, vivíamos sem pensar que estávamos a construir alguma coisa e não fazíamos planos para a sua duração ou intensidade.
Crescemos muito um com o outro.

As coisas foram acontecendo e nove meses depois decidimos ir viver juntos.
Até hoje.

O Nuno é definitivamente o amor da minha vida.
Não a consigo imaginar sem ele, como um dia não a imaginava com ele.
É com ele que dou as melhores gargalhadas, que me sinto mais eu.
Gosto da maneira pacífica como encara a vida e gostava que existissem mais pessoas como ele.
Ele vê o meu melhor e o meu pior e ainda assim diz que me adora.
É o meu melhor amigo, o melhor amante, o melhor companheiro, a melhor parte de mim.
E são poucas as vezes que nos passamos um com o outro.

Começámos a brincar, sem grandes ambições. E deu certo.

Porque havia um plano superior para juntar uma ribatejana que vai contrariada para o Minho e um Portuense, nascido em Angola, que vai estudar para Guimarães e, também por engano, aluga casa em Braga.

E eu nem gosto de deixar que o destino tome as rédeas da minha vida. Mas às vezes mais vale.
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Terça-feira

Olha Qu'engraçado!


Recebi um prémio!

Depois de andar aqui uns dias um pouco apardalada com as amigdalas ao peito, eis que recebo um prémio. E não é um prémio qualquer! É um galardão que premeia os Jovens Que Pensam.
Caramba, não deve haver nenhum prémio que condiga tão bem comigo.
Sim, porque apesar do número de anos que os meus pais insistem que eu tenho, eu cá acho que continuo a ter a cabeça fresca (às vezes até fresca de mais) e encaro a vida com jovialidade, alegria e um pouco de estupidez natural - tudo premissas da juventude, portanto.

Quanto à questão do Pensamento... bem...
Quando era adolescente, ia para o meu quarto e ficava deitada na cama, às escuras, muito sossegadita. A minha mãe, sentindo-me demasiado parada achava que não podia estar a fazê-la boa e irrompia pelo quarto com a célebre pergunta:
- O que é que estás a fazer, Ana?
Resposta em tom calmo e absolutamente natural:
- Estou a pensar.

Este hábito mantêm-se, mas por vezes tem os requintes de malvadez próprios de quem pensa no que não é preciso pensar.
Sou capaz de construir qualquer história, qualquer argumento ou catástrofe tendo como base uma simples frase que alguém deixou escapar; muitas vezes contrariando toda a lógica e ignorando os indícios mais evidentes capazes de derrubar a minha teoria.
O resultado nem sempre é o melhor.

E este prémio vem mesmo a calhar, porque ontem demorei demasiado tempo a adormecer... estava ocupada a pensar em coisas que (desta vez) não fazem sentido.

Enfim...

Agora devo indicar quem me atribuiu o prémio. Foi a Naná, daqui. E a ela agradeço com um sorriso!

Tenho também de deixar registadas as regras:

1. Exibir a imagem do prémio

2. Postar o link do blog que o premiou

3. Indicar dez blogs para fazerem parte do “Manifesto Jovens que Pensam”

4. Avisar os indicados

5. Publicar as regras

Para cumprir a regra número 3 vou então oferecer o prémio a 8 blogues e passo a explicar porquê a 8: Porque apesar de visitar assiduamente mais alguns blogues, estes oito são aqueles onde encontro reflexões variadas e não apenas relatos sobre o dia a dia dos seus proprietários. Aqui encontro gente que também pensa em tudo e mais alguma coisa. Como eu.
(E claro, é sempre bom subverter as regras!!)

Cá estão:

Digo Eu Com Os Nervos
A Vontade do Regresso
Uma Mansarda em Lisboa
Optimistas são Pessimistas Mal Informados
Falamos Depois sff
Vinte e Um Gramas
Cheirinho a Éter
PLEASE CATCH THE COW

Agora é convosco!
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Sábado

E O Veredito É...




...uma bela de uma amigdalite!

Cabrona.

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Sexta-feira

Os Bancos e a Crise

Imagem tirada da Net


Ontem, no programa do Rodrigo Guedes de Carvalho fez-se uma pergunta que para mim é umas das questões fundamentais no que diz respeito às práticas bancárias da actualidade.
A pergunta era: Será que os bancos facilitam o crédito excessivo?

E a minha resposta é: Não só facilitam como também incentivam.

É que nem de propósito, ontem à tarde, recebi um telefonema em nome meu banco (sim, que eu também sou dona de um banco!!) e tive a conversa mais surreal do mundo com a operadora de telemarketing ou lá o que aquilo é.

Foi mais ou menos isto:
- Boa tarde, senhora dona Ana C.M.L., daqui fala do banco xpto, como está?
- Bem obrigada.
- Senhora dona Ana C.M.L. (porque é que dizem sempre o nosso nome completo?!), o momento é oportuno para lhe colocar algumas questões?
- Olhe, nem por isso porque me doi imenso a garganta, mas diga lá.
- Senhora dona Ana C.M.L. gostaríamos de saber se há algum projecto que gostasse de realizar, alguma ideia que quisesse pôr em prática, uma iniciatia que gostasse de tomar?
- Não.
- Muito bem, e não tem nenhum sonho por realizar, uma viagem para fazer, qualquer coisa assim?
- Não.
- Senhora dona Ana C.M.L, deixe-me então colocar-lhe uma última questão. Há alguma soma, ou verba de que precise e que lhe possamos disponibilizar?
- Não, obrigada.
- Muito obrigada, senhora dona Ana C.M.L e obrigada pelo tempo que nos dispensou.
- De nada.

Ora desculpem lá, mas se isto não é incentivar o crédito de consumo, é o quê?
Felizmente não preciso, porque o que recebemos ainda vai dando para comprar batatas e cebolas para a sopa, mas se estivesse à rasca de dinheiro é claro que aceitava uma oferta tão óbvia.
Depois, ao ler as letrinhas pequeninas acabaria por me aperceber que a taxa de juro era uma exorbitância e que daqui a dois ou três meses ainda estaria mais enterrada em dívidas do que estava antes de aceitar tão generosa oferta. Que é certamente a situação actual de muito boa gente.

É de mim, ou anda tudo a ver se as pessoas se endividam cada vez mais?
Quando é que isto pára?
Quando já não houver bens para penhorar, quando já não existirem casas para dar como garantia?
Como é que as pessoas que se vêem enredadas neste sistema conseguem voltar à mó de cima? Como é que se pagam dívidas com dinheiro que não se tem?

Chiça!
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Quinta-feira

Ai, ai...

Imagem tirada da Net


Sinto-me mais ou menos como o estiloso da imagem.

Ou pior.
Dói-me a garganta de caraças.
Ontem já doía, mas hoje está a rebentar...
As amígdalas não estão do tamanho do costume - passaram de pequenas azeitonas para quase bolas de pingue-pongue (pronto, talvez esteja a exagerar um bocadinho, não costumam ser do tamanho de azeitonas!!) e até o interior da boca me dói.
Se tivesse um trabalho normal, tinha ficado na cama a dormir a e descansar as fadigas, mas como trabalho em casa, não me safo e tenho de bulir como se nada fosse.
E como não posso falar muito, só tenho duas palavras a dizer: ora foda-se!
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Quarta-feira

Um Ano...




O tempo passa tão depressa.
Nem dou por ele. Parece que não tenho voto na matéria quanto ao voar dos dias.

Faz hoje um ano que o meu avô morreu.
Para mim ainda parece que foi ontem.
Ou por outra, ainda me parece que ele não morreu.
E não, infelizmente não é mentira.
Quando olho para a fotografia que tenho dele, parece-me que ainda aqui está.
Porque está.
Há um ano que tenho mais um anjo a velar por mim.

Por isso é que tenho tanta sorte e sou tão feliz.
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Dia Das Mentiras!

Imagem tirada da Net



Hoje é dia das mentiras.
E agora pergunto eu, que normalmente me insurjo contra estes dias de "isto e daquilo", por que raios é que se instituiu um dia para se dizerem mentiras?
Para homenagear o Pinóquio?
É que se pelo menos as mentiras que se ouvem por aí tivessem piada...

Vivo em Braga.
E hoje à hora de almoço, no restaurante onde estava, ouvi dizer:
"Ah, o César Peixoto vai para o Benfica".
E pensei cá para mim - sem abrir a boca, claro:
"Nesta altura do campeonato??"
Suspense na sala...
Uns segundos depois, diz um senhor:
"Oh! Hoje é 1º de Abril!! É dia das mentiras!"
Gargalhada geral.
Imaginam como respirei de alívio, já estava a ver a vidinha do César P** virada do avesso a meio da época!

Não percebo a utilidade, a piada nem coisa nenhuma.
Que raio de mania cultivar dias de tudo e mais alguma coisa.

Eu só adiro à moda quando instituírem um Dia Mundial da Preguicite Aguda!

** Já agora, no outro dia vi o César Peixoto na pastelaria. Estava de havaianas e tinha as unhas dos dedões dos pés pintadas de preto!! Fora isso, estava tudo em ordem!


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Sábado

Desafio: O que Andas a Ler?...

Imagem tirada da Net




Foi-me colocado um desafio, pela Mariinha, que apesar de já não ser novo é muito interessante.

Consiste em pegar no livro que se anda a ler e abri-lo na página 161 (porquê 161 e não 208, ou 49?!!), e transcrever a 5ª frase completa dessa mesma página.

Ora, ao deparar-me com esta questão fiquei na dúvida.
É que nunca tenho só um livro nas mãos, geralmente leio dois ou três ao mesmo tempo.

Peguei no primeiro e, regras consideradas, a frase era simplesmente : "Fuck!"
Não traz nada de novo, já não choca ninguém e não me pareceu sequer merecedor do meu tempo, discorrer sobre o significado, utilizações e versatilidade de um fuck! Está tudo dito!

O segundo livro em que peguei, tinha uma frase até bonita, que dizia qualquer coisa sobre como por vezes os sentimentos são demasiado pesados. Sou até capaz de pegar nela daqui a algum tempo, quando me apetecer uma coisinha mais profunda...

O terceiro livro chama-se Your Body: The Fish That Evolved e é do Keith Harrison (que é Dr. e tudo, como vem explicitado no livro - um dia divagarei também sobre esta mania dos doutores e engenheiros, mas não hoje).

A verdade é que este livro é muito interessante; fala sobre a Teoria da Evolução e da Selecção Natural e traça o percurso do homem desde os tempos em que apareceram na Terra os primeiros peixes, passando pelos anfíbios, répteis, mamíferos, primatas e hominídeos.

A quinta frase goes like this:

The reality of aging is a more general problem than just the wear and tear of our body parts.

E até acho que tive sorte em encontrar esta frase, porque é bem verdade.
O envelhecimento é muito mais que o desgaste do nosso corpo. Há muitos corpos jovens dominados por mentalidades anciãs (que é a maneira bonita de se chamar velho a alguém!!)
E o inverso também é verdade.

Eu não tenho qualquer complexo com a idade, tenho 34 anos e sinto-me melhor que nunca, mas também os anos nunca me pesaram; nunca pensei neles como sendo aquilo que me define e muito menos o que me impõe qualquer tipo de barreiras.
É claro que vejo a diferença entre as pessoas da minha idade e as que têm vinte anos - mas só encontro vantagens em ter trinta e picos!!

Bem, mas não é para estas divagações que aqui estou.
Agora tenho de passar o desafio a mais cinco pessoas...

Cá vai:
(E se alguma de vós já o fez, so sorry!!)

Tagarela
Joanissima
Ana C
Banita
Rosemary

E quem achar piada, força; é só dar-lhe!!
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Sexta-feira

Da Teoria à Prática...

Imagem tirada da Net

Legenda:


Vou já levantar-me a fazer os deveres
(...)
Chama-se a isto disparidade de critérios.






Bem, como eu o entendo!

Também me queria, não levantar - que os meus deveres são para fazer de rabo alapado na cadeira - mas conseguir sentar e meter dedos ao trabalho.

Raios partam a preguicite.
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Adenda!
Este é o post nº 88!!
Que número lindo, perfeitinho e completo.
Vou comemorar e comer qualquer coisinha boa!!
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Quinta-feira

Margaridas Que Vão e Vêm

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Pronto! É oficial.

A minha Margarida deu o último suspiro.

Está no doutor há três semanas e não há volta a dar-lhe.
Chegou a altura de acabar com a agonia que lhe consome os dias e deixá-la partir para o paraíso das Margaridas.

Custa-me muito. Em dez anos uma pessoa afeiçoa-se a quem nos facilita a vida, a quem está sempre pronto para nos ajudar, seja de noite ou de dia. E sem nunca se queixar, sem dar um ai, nem exigir muito mais que uma pastilha...

Mas a vida é assim mesmo. Uns partem, outros chegam.
É por isso que com a partida desta Margarida, outra chegará em breve.

E espero que chegue depressa, que já estou farta de lavar loiça!!





É lindona, não é?!!
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Quarta-feira

Piada do Dia!!





Encontrei um guardanapo de papel onde escrevi algumas "pérolas" hilariantes, durante um lanche regado a gargalhadas, com a minha melhor amiga.

Já não me lembrava de metade delas!

Mas uma das melhores é sem dúvida:


O que é que diz uma nuvem pequenina e branca para uma grandalhona e escura?
...
"Tu vê lá, não te precipites!"


Ó pá!! Desculpem lá, mas é brilhante!!
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Banda Sonora!

Imagem tirada da Net




Numa das minhas recentes "sessões de pensamento compulsivo", pus-me a procurar a música da minha vida.
Aquela que eu gostava que ilustrasse um filme sobre os meus dias.
Fiquei um tanto incomodada por não conseguir decidir qual seria a dita música.
Tinha de ser alegre, mexida, mas não podia ser superficial e tinha de ter ao mesmo tempo uma batida melancólica e serena.
Tinha de ser capaz de reflectir todos os aspectos da minha personalidade, os vários estados de alma e os dias mais brilhantes, mas também aqueles mais cinzentinhos.

Pensei, pensei e pensei... (eu penso muito! - Para mal